MANÉ FOGUETEIRO

Na canção antiga, Mané Fogueteiro era aquele que encantava as crianças, fazendo rodinhas, soltando balões, na vila distante de Três Corações. Essas figuras, de fato, existiam por aqui também. Não eram propriamente profissionais, como sugere o nome. Tiravam seu sustento regular de outros labores, profissões modestas. Mas, eram pessoas conhecidas…
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MOEDA EM PAPEL DE CIGARRO

Ela existia indiferente a reformas monetárias, inflação, flutuação do câmbio, bolsa de valores e boatos da política. O valor da moeda feita com o papel de embalagens de maços de cigarros era atrelado à dimensão dos sonhos. Sonhos de crianças que aderiam a seu modo a um capitalismo diferente em que para tornar-se rico bastava captar o que a…
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VARIG É DONA DA NOITE

Na programação noturna de várias emissoras de rádio espalhadas pelo Brasil havia um momento cativo dedicado à música orquestral ou instrumental. Instantes de devaneio musical proporcionado por grandes orquestras e instrumentistas para deleitar ou relaxar o ouvinte. Numa época em que, com exceção das grandes capitais, as rádios interrompiam suas…
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OLHA O GARRAFEIRO!

Esse, definitivamente, é personagem do passado. Ele se antecipou, sem saber, ao tempo de preocupação ambiental que incorporou a prática da reciclagem de materiais aos hábitos de parte da população, prática, aliás, que precisa ser assimilada por todos. Existiu quando o problema do lixo acumulado no planeta não chamava tanto a atenção. Ainda não…
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OLHA O LEITE!

Palavras como pasteurização, pasteurizado, não eram conhecidas de muitas pessoas entre nós, até meados dos anos 1960. Elas vieram junto com o leite embalado em saquinhos plásticos ou em embalagens chamadas longa vida. O costume fez com que a novidade levasse tempo para ser aceita. O “leite bom” era o comprado diretamente do produtor, de…
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PROFESSORES COMO REFERÊNCIA

Houve tempos em que professores estavam entre as maiores referências para crianças e jovens. Modelo do que queriam ser quando crescessem. Não que desejassem necessariamente ser professores. Para qualquer geração, a ideia de vir a ser cientista, artista, atleta, ou ser o bom em qualquer outra atividade que torna as pessoas conhecidas, famosas,…
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A HORA E A VEZ DE SARUÊ

“Saruê pendurou as chuteiras e ficou pobre e só...”. A frase é de uma crônica do Professor Raimundo Nonato da Silva e está no livro “Futebol de Mossoró. Pequenas grandes histórias”, de Lupércio Luiz de Azevedo. Cresci ouvindo falar de seus feitos no futebol mossoroense. O cronista o descreve como jogador objetivo, toques curtos, chutes…
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COLEGAS ESTUDANTES

Quando penso em estudantes da minha época, a lembrança não se limita àqueles com quem convivemos diretamente, na mesma sala, em salas vizinhas, do mesmo turno e do mesmo nível. Sim! Esses a memória afetiva privilegia e às vezes reencontra em pedaços confusos de momentos vividos ou, talvez, somente imaginados. O universo de recordações é povoado…
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O CAMINHO DA ESCOLA

Na manhã, tarde ou noite, sucessivamente, conforme o nível do curso, o caminho era quase o mesmo. Algumas variações eram permitidas pelas muitas ruas, de três bairros existentes entre os dois pontos. Feita a opção, então o cenário era igual, casas residenciais na maior parte, pequenos estabelecimentos e algumas instituições referenciais. Havia…
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VESTIR O PIJAMA

A ideia da aposentadoria parecia iniciar-se no dia em que se começava a trabalhar. Não por pressa de chegar à velhice. Nem se pensava nela. O imaginado era o momento em que se poderia fazer o que quisesse do seu tempo, simbolicamente representado como tempo de vestir o pijama. A imagem do pijama é interessante porque reflete também um hábito dessa…
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