Coisas que se foram antes
Amós Oliveira é mossoroense, médico, servidor público federal aposentado.

O CALDO DE CANA DE ARICHÔ

Arichô foi batizado como Antonio. Por ser filho de Seu Alípio ficou conhecido por Antonio de Alípio. Um dia, contou uma história sobre um encontro casual com um estrangeiro, um alemão, mais precisamente. O sujeito olhou para ele e falou um alemão que certamente só o alemão daquela história falava: Arichô, arichim, arichô! Ele olhou o camarada e…
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BIBLIOTECA E MUSEU

Funcionavam no mesmo prédio, no térreo do antigo Clube Ypiranga. Eram simplesmente Biblioteca Pública Municipal e Museu Municipal. As homenagens dos nomes vieram depois, em outros lugares. A Biblioteca no nome de seu frequentador e benemérito Ney Pontes e o museu no nome do ilustre jornalista e pesquisador mossoroense Lauro da Escóssia. A entrada,…
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NÃO ERA O SPUTNIK

Fim de tarde. Entre cinco e meia e seis horas, quando o sol já perto do Japão dourava a ponta das palmas dos carnaubais mais a oeste com os raios de despedida de mais um dia, alguém, do meio da rua gritava: lá vai! De repente a rua se enchia de gente. Alguns demoravam a localizar, para a impaciência dos que tinham enxergado primeiro e diziam:…
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A SECA DE 58

Grupos de homens pelas ruas, roupas e calçados rústicos. rostos crestados pelo sol. Às costas, grandes sacos, feitos de tecido grosseiro de algodão. Não ameaçavam saquear o comércio. Ao contrário! Nos sacos levavam a comida com quais alimentariam a família. Os cassacos, como eram chamados, eram pessoas vindas de muitos lugares, principalmente da…
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AGUARDE CARTA

Embora tenha sido, por muito tempo, monopólio estatal, era comum a circulação de cartas, em envelopes característicos, pelas mãos de motoristas ou pessoas que trabalhavam em algum transporte, em linhas entre cidades médias e pequenas, principalmente estas últimas. Não era considerado um serviço, na rigorosa acepção do termo, tanto que não havia…
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OS RECLAMES

Não há economia de mercado sem uma boa publicidade e essa é uma área em que o Brasil se destaca internacionalmente. Em alguns casos mais seletos, a criatividade da propaganda superou a do programa de televisão ou rádio que deveria garantir a audiência para o produto anunciado. Naturalmente, antigos jingles e textos para rádio e TV refletem…
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ETERNA MÚSICA

Na cidade razoavelmente silenciosa, ao meio-dia do domingo, os acordes do Concerto nº 1 para Piano e Orquestra, de Tchaikosvky, vindos do rádio de uma residência, chegavam aleatoriamente aos ouvidos do passante. Nossas rádios não tinham como praxe tocar música erudita. Ou melhor, tinham. Isso ocorria, e era comum, em certas ocasiões, quando…
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PEDRO DA RABECA

Revi, dia desses, a foto de Pedro. Tive a impressão de ouvir o timbre de sua voz pronunciada em ritmo meio arrastado, típico de nosso matuto.  Vendia cabos de vassoura. Varas retiradas da caatinga, de cerca de um metro e meio ou pouco mais, para servir de cabo às vassouras de palha de carnaúba usadas em 10 entre 10 casas mossoroenses. Havia também…
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DIO, COME TI AMO!

No cinema dos efervescentes anos 1960, enredos que refletiam sobre os dramas existenciais, os choques entre o sonho e o real, as discussões políticas e sociais, as tramas investigativas, isso tudo era o que dava prestígio ao filme e satisfazia plateias intelectualmente exigentes quanto a aspectos de conteúdo, estética etc. Tempos de Fellini,…
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TIBAU, A VILA

Nos anos 1960 a Vila do Tibau integrava o município de Grossos. Oficialmente, sua população era de nativos, a maioria pescadores e suas famílias, mas, na prática, essa população incluía famílias mossoroenses que tinham lá suas casas, ocupadas nos fins de semana e em temporadas em boa parte do ano. A densidade populacional era pequena, as casas…
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