Coisas que se foram antes
Amós Oliveira é mossoroense, médico, servidor público federal aposentado.

A TELEVISÃO CHEGA A MOSSORÓ

Em meados dos anos 1960, cerca de 15 anos depois de chegar ao Brasil, a televisão começa a se diferenciar do rádio, mas ainda se faz pela técnica do improviso que marcou sua estreia em território nacional. Improviso que não deve ser confundido com falta de profissionalismo, mas, sim, relacionado à insipiência da engenharia implícita na atividade de…
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FUTEBOL PELO RÁDIO

“Abrem-se as cortinas do espetáculo, torcida brasileira!” Assim, o locutor Fiori Gigliotti iniciava sua narração. Hoje a televisão mostra o lance, como se usa denominar na linguagem do esporte determinada sequência do jogo, e repete a imagem no ponto que quer destacar. A tecnologia permite ver a posição do jogador por uma nesga da manga da camisa.…
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ESCOLAS DE DATILOGRAFIA

Não sei se seria melhor grafar dactilografia, com o “c” antes do “t”, ignorando o corretor de textos do computador que substituiu com todos os acréscimos conhecidos a velha máquina de escrever. Aliás, velha hoje, porque na sua época também era inovadora em relação à caneta-tinteiro e mais ainda ao antigo bico de pena, mergulhado repetidamente no…
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INSTITUTO DE EDUCAÇÃO

Volto ao assunto, como havia dito. O local onde o Instituto de Educação foi construído era o que se considerava na época muito afastado do centro da cidade. Mas, a escola possuía um ônibus que fazia o percurso entre ela e o centro, várias vezes, durante os turnos de aula, levando e trazendo, gratuitamente, alunos e professores. A frente do…
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INSTITUTO DE EDUCAÇÃO

A escola continua ativa, graças a Deus! Oficialmente é o Colégio Estadual Jerônimo Rosado. A cidade a conhecia como Instituto de Educação. O registro que se faz aqui é sobre seus primeiros anos. Primeira grande escola pública de nível médio na cidade, abrigou desde o início também a Escola Normal, formadora de professoras, e o curso primário da…
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CHURRASCARIA O SUJEITO

Foi a Churrascaria O Sujeito, por muito tempo, o principal ponto da noite mossoroense. Vida noturna sem a intensidade que viria depois, mas não menos emocionante, e que se iniciava geralmente nos horários dos cinemas, sete, sete e meia e raramente ia além da meia-noite. A denominação churrascaria talvez nem fosse a mais adequada. Era mais um bar…
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BANCA DE REVISTAS DA CALÇADA DO PAX

Estatura mediana, gordo, mas não excessivamente, gestos calmos, sorriso quase imperceptível, andar cadenciado pelo comprimento menor de uma das pernas, sequela de queda de grande altura, segundo se dizia, Luiz chegava sempre no início das tardes, quando o sol cambando  para o oeste permitia ao prédio do Cine Pax a sombra que, junto com o vento…
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MERCADO CENTRAL

De fato, não desapareceu. Mas foi modificado e nada tem a ver com o que era antes. Poderia ser o cenário de abertura do primeiro capítulo de um romance sobre a vida de qualquer habitante de Mossoró até os anos 70. Todos, enfim, passaram lá alguma vez. Não por alguma lei, mas pelo motivo simples de ser o mercado central um lugar múltiplo para o…
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PRAÇA 15 DE NOVEMBRO

O rebuliço, o transitar tumultuado de veículos, de bicicleta a caminhão, aos poucos submetem a memória da tranquilidade de um cenário antigo, anterior à existência do centro comercial da Cobal. Poucos transeuntes, relativo silêncio, aqui e acolá interrompido por pregões de vendedores de frutas, tapiocas, cocadas. Ou pelo som da rabeca de Pedro,…
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CINEMAS DE RUA

O Pax lembra séries sequenciadas aos domingos. O Caiçara, grandes clássicos do cinema. O Jandaia, filmes de Carlitos e de Cantinflas. Do Cid vem o lembrar da inauguração, filme “Candelabro Italiano”, cujo tema musical acompanhou toda sua existência, abertura de cada seção diária. Lembranças aleatórias, apenas escolhidas algumas para introdução. Não…
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