Francisco Carlos, as emendas e a coerência

 

Um dos nossos maiores desafios enquanto ser humano para o exercício diário e inarredável da coerência é alinhar discurso e prática. Como o fazer é muito dinâmico, muito urgente, a nossa maior preocupação, então, deve ser com o verbo, o falar, o dizer. Entre todas as pessoas, parece-nos que os que estão mais sob a exigência de se agir com coerência são os detentores de cargos públicos. Principalmente cargos públicos eletivos.

Embora os políticos sejam vistos como pessoas que quase nunca fazem o que dizem, penso que com eles deveria ser justamente o contrário, ser exemplo, ter muito cuidado com o que faz e só fazer o que diz. Ou pelo menos não exigir dos outros aquilo que eles próprios não fazem.

Vou me reportar, nesse comentário de hoje, ao vereador Francisco Carlos (PP). Docente da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) Francisco Carlos se vangloria, nos discursos em busca de votos, em ser professor. Diz, a plenos pulmões, que vai ser um grande defensor da educação e dos educadores. A prática tem mostrado justamente o contrário. Todos os projetos enviados à Câmara Municipal pela prefeita Rosalba Ciarlini e que prejudicam os professores tiveram voto favorável de Francisco Carlos. Ou no mínimo o silêncio cúmplice. Não vi – nem ouvir falar – de uma única oportunidade em que Francisco Carlos tenha levantado a voz em defesa dos professores. Pelo menos em relação aos projetos palacianos.

Mas outra situação de hoje nos chamou a atenção em relação ao vereador. Em entrevista a FM 98, Francisco Carlos defendia, pedia, solicitavam sugeria, com muito entusiamo e convicção, que os deputados potiguares apresentassem na Assembleia Legislativa emendas ao orçamento do Estado com destinação de verbas para a universidade. Louvável que os deputados façam isso, agora se há uma pessoa que não pode cobrar jamais que se apresente emendas a orçamento, de onde quer que seja, é o nobre vereador Francisco Carlos. Por uma razão muito simples: na prática, Francisco Carlos demonstra ter verdadeira ojeriza a emendas, afinal de contas, votou até contra as que ele próprio apresentou ao orçamento do município de Mossoró. Hoje mesmo, para não ter que votar contra os vetos que Rosalba impôs ao orçamento, ele sequer apareceu na Câmara Municipal, contribuindo com a falta de quórum para análise da matéria. Coerência mandou lembrança.

CONCURSO

A prefeitura de Mossoró vai publicar nos próximos dias edital de realização de concurso público na área da educação. O documento está em fase final de elaboração, já tendo passado por algumas das secretarias envolvidas no certame.

ZOMBANDO

Beira o escárnio a declaração do procurador de Minas Gerais, Leonardo Azeredo dos Santos, de que o seu gordo salário de R$ 24 mil/mensais é uma miséria. Leonardo esquece que a maioria da população brasileira sobrevive de um salário mínimo, que é de menos de mil reais. Al´pem disso, o procurador engorda o salário com uma série de penduricalhos. Em julho, por exemplo, ele recebeu mais de R$ 65 mil.

DIFAMAÇÃO

O governo iniciou pesada artilharia contra o deputado Davi Miranda (PSOL). Tudo para tentar inibir a atuação de Glenn Greenwald, marido de Miranda. Glenn tem apresentado farto material que comprova que a Lava Jato cometeu várias irregularidades e até crimes. Tudo sob o comando do ex-juiz Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça. Só para lembrar: Moro cometeu crimes para condenar o ex-presidente Lula sem provas e tirá-lo da disputa presidencial. Com isso, abriu caminho para a vitória de Bolsonaro, atualmente seu patrão.

INSEGURANÇA

Alguns moradores da avenida Alberto Maranhão, na área próxima à Escola Estadual Estêvão Dantas, acordaram no meio da noite de segunda-feira, 9/9, com o barulho de bandidos em cima dos telhados de suas casas. A polícia foi chamada, mas ninguém foi preso.

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