Preparem-se para o pior

O número de novas mortes confirmadas por Covid-19, no Rio Grande do Norte, no último sábado, 1/8, assustou e chamou a atenção para algumas questões cujo debate é essencial. A primeira, inevitavelmente é: estávamos mesmo preparados para a reabertura? Alguns indicadores estavam positivos, mas o comportamento de parte da população, de rejeição à ideia de distanciamento social, fato verificado desde o início da pandemia, parece que não foi melhor analisado.

No Estado, foram poucas as vezes que o índice de isolamento social ficou acima de 50%, muito distante inclusive dos ideais 70%. A reabertura da economia apresentou como consequência imediata o aumento da taxa de transmissibilidade em algumas regiões. Uma hipótese provável é a de que as pessoas que não estão respeitando o isolamento estão indo a um número maior de lugares.

O segundo questionamento é: o governo, ao admitir a ideia de retomada, não avaliou a possibilidade – real – de aumento do tráfego indisciplinado e desordenado das pessoas? Uma terceira pergunta: novas medidas – ou retomada de medidas anteriores (como fechamento do comércio) somente serão adotadas quando estivermos com o número de mortes diárias ainda maior, com superlotação nos leitos para pacientes Covid-19 e com os casos confirmados em números ainda mais alarmantes? Ou: governo e prefeituras acreditam que isso não será possível de acontecer?

Uma quarto questionamento: governos continuarão esperando pela conscientização da população? É bom lembrar que enquanto as autoridades falam em tom baixo para conscientizar as pessoas, essas fazem ouvidos de mercador. Preparem-se para o pior.

ÁLVARO DIAS

Lamentável a postura do prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB) em relação ao enfrentamento à pandemia da Covid-19. Álvaro busca de todas as formas contrariar as recomendações do Comitê Científico da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap). O prefeito está se tornando um birrento.

MASSACRE IDÊNTICO

Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil parecem ter feito o mesmo curso de massacrar clientes. Disponibilizar poucos caixas para autoatendimento, não repor envelopes para depósito e burocratizar ações simples são prolemas enfrentados pelos clientes de ambos os bancos.

POBREZA E IGNORÂNCIA

Territórios férteis para proliferação do charlatanismo religioso. É nisso que estão transformando o Brasil.

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