Ele nos observa, nos cerca e nos ataca

O novo coronavírus pode ser encarado, sem nenhum exagero, como o mal da década. Nenhuma ameaça, nenhum grande problema, nenhuma outra doença pôs tanta mudança à rotina da humanidade como a Covid-19. Sua força é tão grande que apesar dos muitos esforços, ela segue agindo: contaminando, matando, impondo medo, obrigando-nos a refletir sobre o que será do futuro.

De todas as características do vírus, o que mais impressiona é sua capacidade de contaminar. O coronavírus se aproveita dos nossos contatos, dos nossos descuidos, de nossos afetos, de nossas ações, de nossas omissões.

Como num jogo de xadrez, ele pode nos dar xeque-mate sem que consigamos mexer uma peça. Encurrala-nos. Põe-nos em desalinho, em desassossego. Angustia cuidar do possível e não saber o que foi deixado de fazer. Inquieta que o tempo passe sem que saibamos o tempo que falta para que tudo tenha passado.

Enquanto isso, cada vez mais ele se aproxima de todos nós. Sorrateiro, silencioso, (ainda) invencível, aterrorizador (para a maioria das pessoas).

Um diagnóstico positivo vem cheio de dúvidas: onde me contaminei? Quando? De quem peguei o vírus? Como serão os próximos dias? Como cuidar de mim e proteger aos outros? Tantas perguntas para uma doença que há dias nos deixa sem respostas. Porque o vírus chega sem avisar, sem pedir licença e sem querer ir embora.

Fiquemos em casa. Enquanto ainda é seguro. Não será em pouco tempo que ele deixará de nos observar, nos cercar e nos atacar. Como grande inimigo da humanidade que é.

SEM HOLOFOTES

A imprensa livre é prima-irmã da democracia. Já está mais do que na hora de setores da imprensa local deixarem de dar palanque a quem tem discurso contrário ao regime democrático.

CAIXAS ELETRÔNICOS

Acredito que os bancos devem aumentar os espaços entre os caixas eletrônicos nos tempos atuais. Basta intercalar as unidades atuais, uma funcionando e outra desativada. Eles foram projetados muito próximos uns dos outros.

FAZENDO CAIXA?

As finanças de a maioria – talvez até todos – os municípios brasileiros – estão combalidas por causa da crise provocada pela pandemia da Covid-19. Para diminuir os estragos, o Congresso aprovou o auxílio emergencial para Estados e municípios. No caso de Mossoró, além desse dinheiro, tem chegado verba para combate à Covid-19 e a prefeita Rosalba Ciarlini tem economizado bastante: não pagou o retroativo do piso dos professores, não está repassando as contribuições previdenciárias ao Previ Mossoró, não gastou com o Mossoró Cidade Junina (MCJ). Mesmo com tudo isso, ela vetou o projeto que destinaria parte da verba do MCJ para os artistas da cidade. A pergunta que se faz é: para onde está indo o dinheiro?

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