Disputa renhida

Mossoró tem, até agora, 498 pretensos candidatos a vereador. Nomes e perfis para todos os gostos. Dividindo pelo número de assentos disponíveis para a próxima legislatura, dá mais de 21 concorrentes por cada uma das 23 vagas. Além do grande número de disputantes, há ainda uma série de variantes que tornam a corrida “puxada”.

A principal delas é que não há mais coligações para a disputa de vereador. Nesse sentido, partidos que lançaram mais nomes saem, em tese, na frente. Porque em tese? Porque não basta ter muitos pretendentes, é necessário levar em conta o capital eleitoral deles. Ou seja, a quantidade de votos que cada um tem. Outra variante é que é necessário que todos os candidatos juntos conquistem a vaga para o partido e deste, o mais votado fica com mandato.

Nesse ano, tem mais um detalhe: para se eleger, o candidato precisa ter conseguido pelo menos 10% do coeficiente eleitoral, é a chamada cláusula de desempenho, que estreia no pleito de 2020.

O voto de legenda, esse ano, perde a força. Os partidos precisarão convencer o eleitor acostumado a votar apenas na legenda. É preciso que o voto vá para alguém, sob pena de o partido conquistar a vaga, mas não ter candidato com votos mínimos suficientes.

Outro aspecto a ser observado é que a nova regra também diminui a força dos chamados “puxadores de voto”, aqueles candidatos que às vezes sozinhos conseguem votos para si e para o partido. Isso porque mesmo que um candidato consiga uma votação que garanta duas vagas, por exemplo, o seu partido somente ficará com elas se o outro candidato mais votado tiver pelo menos 10% do coeficiente eleitoral.

De acordo com o jornalista Bruno Barreto (blogdobarreto.com.br), a expectativa é que o coeficiente eleitoral esse ano fique em 6.172 votos. Por conta da nova regra eleitoral, um vereador para se eleger precisa ter no mínimo 618 votos. O coeficiente diminuiu por conta do aumento no número de vagas em disputa. Sem as 2 novas cadeiras, seria de 6.760 votos.

Nas eleições de 2016, quem se elegeu com menor votação foi Aline Couto, então no PHS. Conseguiu 916 votos, acima da chamada regra de desempenho. A disputa, como se vê, promete. Não será surpresa termos mais desistências até o dia 15 de novembro. A corrida para o Legislativo promete.

KIT POLÊMICO

A prefeitura de Mossoró programa para amanhã uma nova fase de entrega de kits de gêneros alimentícios para as famílias dos alunos da rede municipal de ensino. A expectativa é que seja melhor que o kit distribuído em julho, pois aquele tinha somente 7 itens.

 

KIT POLÊMICO

Aliás, o minguado kit tem desanimado muitos país que tem dito que não irão amanhã às escolas recebê-lo. Consideram uma humilhação e que não vale à pena sequer a viagem.

SORRATEIRO E FUJÃO

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), tem contra si uma série de acusações, evidências e provas de cometimento de crimes. A despeito disso, jura inocência, mas não dá um passo para prová-la. Hoje, por exemplo, não compareceu à acareação com o empresário Paulo Marinho, marcada pelo Ministério Público Federal (MPF) em Brasília (DF). Flávio não aceita que a imprensa divulga seus ilícitos, não comparece a depoimentos, não dá explicações ao povo e quer que todo mundo acredite que é inocente.

SORRATEIRO E FUJÃO II

Entre os crimes cujas acusações que pesam contra Flávio, está o desvio de recursos públicos, cujas somam são superiores a R$ 30 milhões. Com a negativa de Flávio Bolsonaro de comparecer às autoridades judiciárias e do Ministério Público, urge que Fabrício Queiroz, o operador financeiro do esquema criminoso de Flávio, volte o quanto antes para a cadeia.

GLÓRIA A DEUS

O pastor Edson Araújo, da Igreja Pentecostal Deus é Amor, chamou a esposa de imbecil antes do início de uma live. A culpa, disse a agredida, não é do marido, mas do “inimigo”.

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