Allyson ganhou ou Rosalba perdeu?

Allyson ganhou ou Rosalba perdeu? Pode parecer a mesma coisa, mas não é. Se considera que alguém ganhou quando todas as suas ações foram determinantes para a sua vitória, sem muita influência da ofensiva do seu contendor. Noutra ponta, se diz que alguém perdeu quando as suas iniciativas são vistas como equivocadas. No nosso sentir, aconteceu um pouco das duas coisas. Do lado de Allyson, três coisas foram determinantes: o uso das pesquisas como indutor de votos, a ágil percepção de que havia um sentimento muito forte de grande parte do eleitorado por mudança e ter se apropriado da narrativa da campanha. Rosalba, por seu turno, como favorita, demorou a perceber que o crescimento da candidatura de Allyson era real (apesar do exagero de algumas pesquisas), deixou que ele ditasse a campanha, e permitiu que o seu principal contendor figurasse no papel de vítima. Com a experiência que tem e comandando a máquina, Rosalba se deixou perder. E isso não diminui em nada o grande feito de Allyson ao ganhar.

ISOLDA DANTAS

Foi prejudicada por duas questões: o antipetismo que ainda impera e o efeito “chega-pra-lá” de algumas pesquisas, feitas com esse grande propósito. Colocá-la com 2 por cento de intenções de voto nas sondagens iniciais fez com que uma parcela considerável do eleitorado migrasse para Allyson. Acho ainda que faltou a presença mais efetiva da governadora na campanha.

CLÁUDIA REGINA

A votação obtida por Cláudia Regina (DEM) foi muito aquém de sua capacidade, de sua representação política e da contribuição que pode dar para a cidade. A ex-prefeita, no entanto, tem condições de dar a volta por cima.

ROSALBA, ISOLDA E CLÁUDIA

O erro comum das 3 foi focarem as críticas de campanha apenas em Allyson. Era o que ele queria e precisava. Acabou roubando o protagonismo, inclusive de Rosalba, que inciou a disputa como favorita.

 

RONALDO GARCIA

O PSOL realiza campanha ideológica. Aos poucos vai conseguindo alguns bons resultados, como em São Paulo. Em Mossoró, as urnas vem mostrando que talvez demore para algum sucesso eleitoral.

 

 

IRMÃ CEIÇÃO

Fez a campanha mais tímida entre todas. Não foi possível perceber o que pretendia a candidata.

 

EQUIPE DE TRANSIÇÃO

As atenções agora se voltam para o anúncio dos nomes de Allyson Bezerra para a equipe de transição. Eles podem sinalizar para a formação do secretariado. Entre aqueles que devem compor o time de auxiliares de primeiro escalão, vejo Genivan Vale como nome certo. Seria importante tê-lo na Saúde.

 

PRESIDÊNCIA DA CÂMARA

Como a eleição ocorreu muito próximo do fim dos atuais mandatos, há pouco tempo para as costuras. Por isso, acredito que logo já comecem as articulações visando a eleição da mesa diretora da Câmara. Pelo lado da situação, dois nomes aparecem em evidência: Ráerio Araújo (PSD) e Lawrence Amorim (Solidariedade). Lembrando que para ter maioria, Allyson precisará buscar pelo menos 6 vereadores na oposição.

 

SEM REELEIÇÃO

O prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker (PSB), candidato à reeleição, não conseguiu renovar mandato. É marido de Sarí Corte Real, indiciada por abandono de incapaz que resultou na morte de Miguel, 5, filho da empregada do casal que caiu do 9º andar de condomínio de luxo em Recife.

ALERTA À ESQUERDA

A esquerda do Brasil precisa se reinventar. O resultado das eleições dá uma demonstração disso e o exemplo do Rio Grande do Norte é muito simbólico. Por aqui, os partidos de esquerda conquista apenas 14 das 167 prefeituras, pouco mais de 8 por cento. Lembrando que dessas 14, 8 foram conquistadas pelo PSB, 3 pelo PT, 2 pelo PDT e 1 pelo PSOL.

ALERTA À ESQUERDA II

Longe, no entanto, de análise apocalíptica de que será o fim desses partidos. A cada eleição, alguns partidos saem menores. Tanto da direita quanto da esquerda. Natural. Mas vai ser preciso muito trabalho para a mudança de cenário, isso será.

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