Rosalba não vai exonerar comissionados

Está decidido. A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) não vai exonerar os cargos comissionados. Deixará a missão para o prefeito eleito Allyson Bezerra (Solidariedade). A atual prefeita vai repetir o que fez o seu antecessor, Silveira Júnior (PSD), em 2016. Naquela ocasião, os trabalhadores saíram perdendo. Explica-se: os comissionados somente foram exonerados por Rosalba depois do dia 20 de janeiro, só que a exoneração veio com data retroativa ao primeiro do mês. Resultado disso: o pessoal trabalhou, mas não recebeu. Para os que exercem cargo em comissão mesmo sendo servidores efetivos, a perda foi apenas da gratificação, mas para os que são apenas nomeados por meio de portaria, o prejuízo foi enorme. Gente que conta com apenas o salário do cargo comissionado ficou no final no mês sem um real no bolso. Caso Rosalba não volte atrás em sua decisão, que haja bom senso por parte do próximo prefeito: que exonere logo após sua posse ou que ao exonerar tendo o pessoal trabalhado alguns dias, que esses sejam pagos.

 

ÓBICE ÀS ELEIÇÕES

Mesmo que a Câmara Municipal aprove o projeto de lei que estabelece a gestão democrática nas escolas, dificilmente essas eleições serão realizadas nos primeiros meses de 2021, por causa da pandemia. Isso significa dizer que Allyson Bezerra terá, sim, como nomear os 250 diretores e vice-diretores de escolas. O projeto, inclusive, não traz nenhuma ressalva para o caso da não-realização das eleições.

 

CARACTERÍSTICA FORTE

Mesmo tendo ganho eleição em Mossoró, tem candidato que ainda não desceu do palanque. Vão juntando as características e depois veremos quem é simulacro de quem.

 

ATITUDE DA ESQUERDA

Guilherme Boulos (PSOL) e Manuela D´Ávia (PC do B) reconheceram a derrota, cumprimentaram e parabenizaram seus opositores pela vitória. A Globo ressaltou esse fato. Faltou, no entanto, dizer, que é assim que a esquerda sempre age.

 

VOTO IMPRESSO

O inútil presidente (?) do Brasil insiste na volta do voto impresso. Bolsonaro não faz outra coisa a não ser buscar desacreditar as instituições e os sistemas nacionais (inclusive o eleitoral). O objetivo é claro: justificar sua previsível derrota em 2022. Aliás, ele deverá agir igualmente a Trump: se recusará a reconhecer a derrota e talvez não queira deixar o Planalto.

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