Brasília

Plenário da Câmara pode votar proposta de reforma política hoje

O relator da proposta, deputado Vicente Candido (PT-SP), já avisou que vai propor mudanças em seu substitutivo antes da votação.

A proposta de reforma política (PEC 77/03) é o único item da pauta do Plenário da Câmara desta terça-feira (22). Os deputados já encerraram a discussão do texto que, entre outros pontos, altera o sistema eleitoral para o Legislativo e cria um fundo para financiar as eleições.

O relator da proposta, deputado Vicente Candido (PT-SP), já avisou que vai propor mudanças em seu substitutivo antes da votação.

Um dos pontos que deve ser alterado diz respeito ao volume de recursos do fundo público criado para financiar as campanhas eleitorais. Em vez de 0,5% da receita corrente líquida, equivalente a algo em torno de R$ 3,6 bilhões no ano que vem, o valor seria definido anualmente na lei orçamentária.

“Vários líderes afirmaram que o fundo precisa ser mais modesto, que não precisaria estar vinculado neste momento à receita da União”, explicou Vicente Candido.

Sistema eleitoral

Além do fundo para o financiamento público das eleições, outro ponto polêmico da proposta são as mudanças na regra de eleição de deputados e vereadores. Atualmente eleitos pelo sistema proporcional, em que a definição dos representantes depende da votação obtida pelos candidatos e pelas legendas, esses políticos seriam eleitos pelo sistema majoritário em 2018 e em 2022; e, nas eleições seguintes, apenas os deputados contariam com o sistema distrital misto.

O sistema majoritário para eleições proporcionais ficou conhecido como “distritão” porque um estado equivaleria a um único distrito. No distrital misto, metade dos representantes eleitos seriam os mais votados nos distritos, com subdivisão a ser definida em lei, e os demais seriam escolhidos por uma lista preordenada pelos partidos políticos.

Qualquer item do texto precisa do voto favorável de 308 deputados. A proposta deverá ser votada em dois turnos na Câmara e no Senado.

SISTEMA PROPORCIONAL

Aquela em que os votos obtidos pelo partido (ou coligação) e por seus candidatos determinam o número de vagas a que o partido terá direito. Por esse sistema, um candidato com muitos votos pode ajudar a eleger outros do mesmo partido que obtiveram poucos votos. Por outro lado, um candidato muito votado de um partido com poucos votos pode não ser eleito. É o sistema utilizado para eleger deputados federais, estaduais e distritais e vereadores.

SISTEMA MAJORITÁRIO

Eleição na qual vence quem tem o maior número de votos. Atualmente, é utilizada para cargos do Poder Executivo (presidente da República, governadores e prefeitos) e para o Senado.

 

ÍNTEGRA DA PEC-77/2003

 

Agência Câmara Notícias

 

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