ARTIGO

Me tornei refém das redes sociais?

Esse texto é para você que se sente mal ao olhar as redes sociais e ver o excesso de positividade tóxica e vidas perfeitas. Para você que escolhe o lugar para ir só para ter uma foto bonita para postar, sem sequer aproveitar o momento. Para você que vai em uma cafeteria só para tirar foto do pedaço de torta bonitinho, mas não come porque não quer engordar. Para você que distorce sua imagem utilizando aplicativos de beleza por ser refém desse falso padrão de estética. Fora os comentários, as curtidas e a quantidade de seguidores nas redes sociais, você até não quer se cobrar quanto a isso, mas está tão presa(o) a esse estigma que acaba cedendo a ele. Então é “melhor” se entregar a esses falsos padrões, vivendo uma escravidão da era das redes sociais. Isso sem falar nos momentos que esquecemos de dar bom dia às pessoas no elevador por estarmos tão ocupados olhando a tela do celular.

Parece que por um momento estamos vivendo em um episódio de Black Mirror, onde uma curtida pode acabar com a sua autoestima ou fazer você se sentir a pessoa mais bonita do mundo. Você até sente e percebe que está vivendo em função das redes, no entanto, o que você não consegue é pôr um fim nesse tipo de comportamento, gerando assim uma falsa sensação de segurança, porém, quando não sai como esperado, você nem sabe lidar com essa situação. Pois é, é sim possível ficar completamente refém das redes, refletindo assim na incapacidade de estar um dia sem dar o ar da sua graça ou ficar ansiosamente à espera por um feedback de algo que posta.

Como se não bastasse, as redes sociais têm ainda o poder de silenciar a opinião pessoal, já que as pessoas se preocupam apenas em ter a opinião perfeita no mundo online, talvez porque a capacidade de sucesso é tão grande quanto a capacidade de ser alvo de duras críticas e bullying digital. Pense um pouco, quantas vezes você já começou a escrever uma publicação e foi apagando até não escrever nada por achar que não está bom o suficiente? Pois é! Você não precisa ter feito todas as coisas acima, mas se fez somente uma, pare para pensar nas atitudes que podem ser modificadas, para a partir daí você lidar melhor com as redes. Não podemos deixar que isso controle as nossas vidas.

* Glycia Thianne Paiva Cardoso, 23 anos, Mossoroense, graduada em psicologia pela Universidade Potiguar. CRP 17/5073

 

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