Histeria não mata

Mossoró registrou a primeira more por coronavírus. A seguir o que tem acontecido nas ouras cidades – do Brasil e do mundo – a tendência é que os caixões comecem a ser perfilados. Queira Deus que não. A realidade, infelizmente, mostra que é isso que deverá acontecer. Porque parece que é exatamente isso que quer uma parcela insensata, radical, irresponsável e reacionária da população.

Desde que surgiram as primeiras evidências da presença do coronavírus em nosso país que as medidas necessárias vem sendo ignoradas. Por pura má-fé e maldade.

Por aqui, a segurança foi substituída pela indisciplina; a razão cedeu ao delírio; a solidariedade está perdendo de goleada para a falta de empatia; o bom senso sucumbiu ao radicalismo.

A idiotice de acreditar no senso comum propalado por um genocida ao invés de se seguir as orientações das autoridades está construindo o caos.

Enquanto alguns (principalmente médicos) lutam, pedem, apelam, imploram para que fiquem todos em casa, uma parcela do povo, com sangue nos olhos e vento na cabeça insiste em desobedecer. Uns por pirraça. Outros por ignorância. Todos por burrice. A burrice de achar melhor seguir a orientação de alguém desprovido de conhecimento, moral e capacidade para tanger gado, mas que está no comando do país.

Não caros leitores, não é papo de petista. Não é conversa de comunista. Não é desabafo de pessimista. É relato fiel do que estamos vivemos. Não é histeria – antes fosse. Se fosse só nervosismo ou apenas pânico injustificável os casos não estariam aumentando, as mortes não estariam ocorrendo. Ambos, estatísticas e cadáveres, logo estarão em escala industrial em todo o país e também em terras potiguares. Lamentavelmente.

A morte está batendo à nossa porta. E levará calmos e histéricos, crédulos e incrédulos, fiéis e ateus, bobos e espertos, ignorantes e inteligentes, disciplinados e indisciplinados; socialistas e imperialistas, gordos e magros, pretos e pardos; ricos (talvez) e pobres (com certeza).

Nem todos estão brincando com pólvora, mas quase todos ficarão marcados com chumbo. Só há uma chance de se livrar do quase inevitável contágio: ficando em casa. Histeria não mata. Ignorar tudo o que está acontecendo, sim.

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