O perigo do ´novo normal´

Vivemos uma grave pandemia, uma assustadora crise sanitária e, mesmo em meio a isso, por diversas razões, a economia reabriu. Assim também deverão reabrir escolas e outros setores da vida social. O que mais causa medo é que as pessoas começam a encarar esse momento como se tudo tivesse voltado ao normal. Como se não houvesse mais o novo coronavírus.

Na última sexta-feira, estive, por questões profissionais, numa churrascaria da cidade. Apesar do pouco movimento no estabelecimento comercial, um fato me chamou a atenção: a maioria dos funcionários do estabelecimento não estava usando máscara de proteção.

Ontem, em Tibau, Ponta Negra e Cotovelo, as praias ficaram lotadas e com aglomerações. Se com o comércio fechado muita gente vinha encarando os finais de semana como férias, com a reabertura da economia, para alguns prevalece a ideia de que tudo está bem.

Por tudo o perigo que as aglomerações representam, também é de causar medo o quanto há gente assintomática circulando pelas ruas. As testagens feitas em Mossoró e Baraúna dão uma demonstração disso. Nunca foi tão perigoso querer viver uma vida normal.

DISCURSO HORRÍVEL

O pronunciamento do deputado federal Tiago Mitraud (Novo – MG) hoje no plenário da Câmara dos Deputados dá uma ideia do quanto o partido que ele integra é elitista e burguês. Entre outras barbaridades, Tiago disse que o Estado precisa ser reduzido ao máximo possível. Lamentável.

DISTANCIAMENTO SOCIAL

O Rio Grande do Norte registrou ontem percentual de 47% de isolamento social. Apesar de estar longe dos 70% ideais, o índice é considerado dentro da média do que vem sendo registrado no Estado. O problema, como disse Alessandra Luchesi, da Vigilância Epidemiológica Estadual, é que os que vão às ruas fazem muitas aglomerações. O que se viu nas praias de Ponta Negra, Cotovelo e Tibau, ontem, da uma ideia disso.

APROVAÇÃO DIFÍCIL

A votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que torna o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) permanente na Câmara dos Deputados, ficou para amanhã, 21 de julho. A matéria começou a ser discutida hoje no plenário da Câmara. Se a votação tivesse ocorrido hoje, dificilmente teria sido aprovada. A sessão, remota, começou com a participação de 306 deputados. Terminou com 409. Para aprovação, são necessários 306 votos, pelo menos.

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