ARTIGO

AUTISMO INFANTIL: PRIMEIROS SINAIS

Os sinais de autismo infantil podem ser identificados antes dos dois anos de idade e até mesmo em bebês pequenos. Porém, a minoria das crianças com TEA são identificadas antes dos 3 anos de idade. A identificação do TEA é realizada através do exame clínico, neste caso, observação comportamental. Não há exames que relatem com certeza a existência de autismo. O autismo infantil, em si, ainda não aparece em exames. É importante observarmos os sinais de autismo em crianças desde muito pequenas, pois as chances de melhora são muito maiores devido à neuroplasticidade nessa idade. É importante ficar atenta(o) aos sinais do desenvolvimento típico das crianças. Aos 6 meses o bebê, desde os primeiros meses, começa a mostrar necessidade de interação, tende a virar a cabeça na direção chamada; começa a compartilhar atenção da mãe e pai, seguindo o olhar da mãe ou do pai quando olham para algo próximo, interage com sorrisos, expressões e afeto quando falamos com eles e fazemos “gracinhas”.

Aos 12 meses: Compartilha ainda mais o olhar dos cuidadores em direção a algo e olha para eles quando vê algo legal. Já sabe quem são seus  cuidadores e busca-os com o olhar o tempo todo para se sentirem mais seguros. Busca a face dos adultos para ver suas emoções quando inseguros com algo. Começa a imitar as expressões simples que são ensinadas, piscar forte, fazer tchau, mandar beijo. No entanto, os responsáveis pela criança precisam entender que ao perceber esses sinais, deve levar em consideração o tratamento, onde vai depender da intensidade dos sintomas apresentados, podendo ser feito com uso de medicamentos prescritos pelo médico; sessões de fonoaudiologia para melhorar a fala e a comunicação; Terapia comportamental para facilitar as atividades diárias; Terapia de grupo para melhorar a socialização da criança. Apesar do autismo não ter cura, o tratamento, quando é realizado corretamente, pode facilitar o cuidado com a criança, tornando a vida dos pais um pouco mais facilitada. Em alguns casos, a ingestão de medicamentos nem sempre é necessária e a criança vai crescer e se desenvolver, podendo estudar e trabalhar sem restrições.


Glycia Thianne Paiva Cardoso, 23 anos, Mossoroense, graduada em psicologia pela Universidade Potiguar; pós-graduanda em Neuropsicologia. CRP 17/5073

 

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