Aula tem que ser dada na escola

O noticiário sobre a pandemia do coronavírus mostra, nesse momento, que não há como estabelecer previsão para o retorno às aulas. Isolamento social e prudência são as únicas coisas cabíveis nesse momento.

Sem saber quando será possível o retorno às atividades, as escolas, principalmente as da rede particular de ensino, tem buscado minimizar o problema oferecendo aulas de forma remota. A prática, nesses casos, na experiência atual, tem mostrado que a proposta de homeschooling (aulas em casa) não deverá nunca passar de proposta. E vou citar meu exemplo, porque é preciso que eu fale a partir do meu lugar.

Mesmo com a estrutura tecnológica mínima à disposição de minha filha, de 11 anos de idade, e com certo conhecimento sobre computador e redes sociais, ela tem sofrido para dar conta das atividades propostas pelos professores (super competentes, frise-se). Some-se a isso o fato de que tenho tido tempo – nessa quarentena – para acompanhá-la e orientá-la. E tudo isso não tem sido suficiente. Por razões muito simples: os professores dela, aqueles com os quais ela estabelece as relações de aprendizagem, sociais e de afeto no contexto escolar, não estão face a face.

Separados pela frieza das telas do computador ou do celular, perdem na essência do relacionamento pedagógico as possibilidades de trocas de informações, de uso do inesperado, de estabelecimento de possibilidades de tentativa e erro, de busca, de acertos, no aqui e agora.

Perdem-se também as relações com os colegas. Numa sala de aula virtual de alunos do ensino fundamental, a heterogeneidade se esvai nas ondas da internet porque de cada canto de tela emerge mais a passividade do que a curiosidade.

Uma proposta da educação por meio remoto – pela internet ou não – traz perdas profundas e irreparáveis.

Primeiro, que não há o ambiente psicológico propício à construção do conhecimento nos mesmos moldes que só a escola é capaz de oferecer.

Segundo: a inclusão se perderá no tempo, e na falta de um espaço de excelência em que deve acontecer: a escola. Abro parêntese para dizer que qualquer local que assuma feição e condições de espaço de aprendizagem, com professores, alunos e funcionários, ganha o status de escola.

Num país em que o número de pessoas na extrema pobreza cresce a cada dia, a escola também é local de esperança alimentar, embora, reconheçamos, ressaltemos e pontuemos: não é esse o seu objetivo.

Por tudo isso, e por muito mais que pais e professores podem acrescentar, reafirmo: a aula tem que ser na escola. Com professores de carne, osso e sentimentos. Porque a curiosidade se torna mais febril, produtiva e instigante quando emerge no calor humano da troca de experiências. No aqui e agora.


CURADOS DA COVID-19

O Boletim Epidemiológico produzido e divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap/RN) traz agora dados sobre número de pessoas que foram curadas da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. A primeira vez que o boletim trouxe a informação foi o de hoje e apontou 124 pessoas curadas.

PANDEMIA

Falar em Covid-19 é lamentar que a pandemia esteja longe de controle e que no caso do Brasil, a se confirmar o que o presidente quer, a situação tende a piorar. Esperamos e torcemos que não.

ISOLAMENTO SOCIAL

Fique em casa se puder. Façam em casa o que puder.

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