Mossoró

RN recebe primeira lavanderia coletiva agroecológica da América Latina

O Rio Grande do Norte recebeu nesta segunda-feira (13) a primeira lavanderia coletiva agroecológica da América Latina, no assentamento Mulungunzinho, na zona rural de Mossoró.

O equipamento será utilizado pelas famílias da comunidade rural para lavagem de roupa, atendendo principalmente a demanda de mulheres que dividem os afazeres domésticos com a produção agropecuária.

A unidade reúne máquinas de lavar roupas de uso coletivo, além de sistema de energia solar e estação de tratamento e reuso de água. O espaço ainda conta com uma brinquedoteca para atender as crianças enquanto as mães estão na lavanderia.

A água utilizada será reaproveitada na produção local. A gestão ficará sob responsabilidade das próprias mulheres.

Segundo o governo, a iniciativa integra o projeto “Lavanderias Coletivas e Agroecológicas: mulheres camponesas construindo tecnologias sociais e práticas sustentáveis”.

Batizada de Lavanderia Nalu Faria, a estrutura inaugurada homenageia a militante feminista nascida em 1958 em Minas Gerais.

Ao todo, no Rio Grande do Norte, serão implantadas quatro unidades do projeto: além de Mossoró, São Miguel do Gostoso, Ipanguaçu e Riachuelo. Ao todo, 162 mulheres participarão diretamente da autogestão das lavanderias, com impacto estimado em cerca de 400 famílias.

Segundo o governo do estado, o projeto é resultado de articulação entre os ministérios das Mulheres e do Desenvolvimento Agrário; Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA); Fundação Guimarães Duque e Marcha Mundial das Mulheres, com apoio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (Sedraf).

Representando o grupo de mulheres, a presidente da Rede Xique Xique de Comercialização Solidária, Neneide Lima, comemorou a implantação da lavanderia.

“Essa lavanderia é uma conquista construída pelas mulheres. Ela é da comunidade. O trabalho do cuidado precisa ser compartilhado com a família e com o Estado, e esse equipamento representa isso para nós”, afirmou.

Moradora da comunidade, Maria Elisangela Ribeiro de Oliveira, de 46 anos, relatou o impacto da iniciativa na rotina da comunidade.

“A gente passa a ter mais tempo para cuidar da produção e da família. E ainda aproveita a água para plantar. É uma mudança grande para nós”, disse.

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