ARTIGO

Resistência no processo terapêutico

A resistência é uma característica essencial a qualquer pessoa e pode surgir em situações de confrontação nas quais o indivíduo terá uma tendência a defender sua posição. No processo psicoterapêutico, a resistência é prevista e manifestada em algum momento do relacionamento terapeuta – paciente. É compreensível visto que todos querem que aqueles sintomas indesejáveis sejam arrancados durante a terapia, mas não sei quantos estão dispostos a mudar por isso. O paciente defende aquilo que toma como sua verdade, que não o beneficia, mas que se apega. A resistência também é o conjunto de fatores que dificultam o andamento do processo terapêutico.

Esses fatores, em sua maioria, são: esquecer o horário, perder as chaves do carro, chegar atrasado, marcar outros compromissos na hora da terapia, ocupar o tempo da sessão com conversas desnecessárias, mudar subitamente de assunto etc. Portanto, a resistência é um comportamento que sinaliza ao terapeuta que o paciente não está acompanhando sua linha de trabalho e pode ser observado durante o processo terapêutico. Alguns comportamentos de resistência que podemos detalhar é:  Argumentar – o paciente contesta o conhecimento do terapeuta, desafiando o terapeuta, seu conhecimento ou sua integridade;  Interromper – o paciente interrompe a fala do terapeuta de maneira defensiva, sobrepondo sua fala enquanto o terapeuta ainda está falando, ou simplesmente “cortando” a fala do terapeuta;  Negar – o paciente nega seu problema, culpando outras pessoas, discordando das sugestões do terapeuta, justifica seu comportamento e diz que não corre nenhum risco, minimiza sua situação e diz que o terapeuta está exagerando, não assume sua responsabilidade;  Ignorar – o paciente ignora o terapeuta, ficando desatento a sessão, não responde às perguntas do terapeuta (oferece outra informação ao invés da resposta), não oferece reação às perguntas do terapeuta.

Vale ressaltar que o aparecimento de resistências durante o processo terapêutico não é motivo de preocupação, pois é normal. É preciso ter cuidado para trabalhá-las de forma eficaz e pontual, pois será o modo como o terapeuta responderá a resistência que irá determinar o andamento da terapia.

* Glycia Thianne Paiva Cardoso, 24 anos, Mossoroense, graduada em psicologia pela Universidade Potiguar. CRP 17/5073

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