Pandemia

Regiões com maior isolamento tem melhor situação epidemiológica

Levantamento feito pelo Portal do RN aponta que quanto maior o distanciamento social, maior a chance de se registrar bons indicadores epidemiológicos

A taxa de isolamento social está diretamente ligada aos dados epidemiológicos referentes à pandemia da Covid-19. No Rio Grande do Norte, quanto maior a taxa, melhor a situação epidemiológica, segundo mostra levantamento feito pelo Portal do RN. O site analisou as taxas de isolamento social e os indicadores das 8 regiões de saúde do Estado registrados no último sábado, 11 de julho, fez as comparações e apresenta as conclusões.

A 6ª Região de Saúde (Alto Oeste), centralizada a partir de Pau dos Ferros, registrou, no último sábado, 11/7, o segundo melhor índice de isolamento social: 43.37%. Paralelamente, a região apresenta alguns dos mais baixos indicadores relacionadas à crise sanitária da Covid-19: menor número de casos confirmados (554), menor número de óbitos (21) e menor número de casos suspeitos: 719.

A maior parte das taxas relacionadas à Covid-19 também é baixa no Alto Oeste. A taxa de incidência de casos confirmados por cada grupo de 100 mil pessoas é de 220.2, a menor do Estado (quase 5 vezes menos que a média registrada em todo o Rio Grande do Norte). A de incidência entre pessoas com suspeita da doença também é a menor em solo potiguar: 285,8 por cada grupo de 100 mil pessoas (a taxa do Estado é de 1.481,4). Outro indicador da região abaixo da média do RN é a de óbitos: 8,35. A média geral em todo o território potiguar é 39,35.

A taxa de letalidade da 6º Região de Saúde é o único indicador que está na média registrada nas demais regiões: 3,8. A menor é a da região 1 (centralizada em São José de Mipibu), com 2,9. A pior é a da 8ª região (Assu), com 4,3. A geral do Rio Grande do Norte é 3,6.

A 3ª Região de Saúde, com base em João Câmara, registrou, no sábado, a melhor taxa de isolamento social: 44.93% (maior que a média do Estado, que foi de 42.99%). Os indicadores epidemiológicos da região são bons em comparação com as demais regiões e os registros gerais do Estado. Com 2.805 casos confirmados, a taxa de incidência para cada grupo de 100 mil pessoas é de 771,0 (a quarta menor). Já a taxa de incidência de casos suspeitos (2.154 registros), é de 592,1 (a segunda menor). Com 95 mortes, a taxa é de 26.11 (a quinta do Rio Grande do Norte). A letalidade é 3,4 (a quinta menor).

Proporcionalmente, a 4º região, baseada a partir de Caicó, que tem o pior índice de isolamento (41.57%), tem alguns dos piores indicadores epidemiológicos. Com 1.481 casos confirmados até sábado (11/7), a taxa de infectados por cada grupo de 100 mil pessoa era de 493,9, a segunda do Estado. Com 3.072 registros, a taxa de incidência de casos suspeitos é uma das mais altas do Rio Grande do Norte: 1.024,5 (melhor apenas que a da 7ª Região (Natal), cuja taxa é de 2.630.1. A 4ª Região tinha registrado, até aquela data 46 óbitos por Covid-19, revelando uma taxa de 15.34 (a segunda menor). A letalidade registrada era de 3.1.

A 2ª Região de Saúde, com base em Mossoró, tinha, até sábado, o segundo pior isolamento: 41,69% e alguns dos piores indicadores epidemiológicos. A taxa de incidência de casos confirmados era de 1.298,3, a segunda pior do Rio Grande do Norte, ficando atrás apenas da Região Metropolitana de Natal, que registrava na ocasião taxa de 1.573,2. A região de Mossoró tinha 6.355 casos confirmados de Covid-19.

Um dos poucos dados registrado na situação epidemiológica refere-se à taxa de casos suspeitos: 783,7 (a terceira). Já a taxa de incidência de óbitos por cada grupo de 100 mil pessoas é a segunda maior do Rio Grande do Norte: 47,19 (maior inclusive que a média potiguar, que é de 39,35, e ficando atrás apenas da região de Natal, com 52,80). A letalidade é de 3,6, uma das maiores.

Veja a seguir os dados gerais

1ª Região de Saúde – São José de Mipibu

Confirmados: 3.105 – Taxa: 805,3 por grupo de 100 mil pessoas

Suspeitos: 3.170 Taxa: 822,2 por grupo de 100 mil pessoas

Óbitos confirmados: 90 Taxa: 23.24 por por grupo de 100 mil pessoas

Letalidade: 2,9

Índice de isolamento social: 43.37%

2ª Região de Saúde – Mossoró

Confirmados: 6355 – Taxa: 1.298,3 por grupo de 100 mil pessoas

Suspeitos: 3.836 Taxa: 783,7 por por grupo de 100 mil pessoas

Óbitos: 231 Taxa: 47.19 por grupo de 100 mil pessoas

Letalidade: 3,6%

Índice de isolamento social: 41.69%

3ª Região de Saúde – João Câmara

Confirmados: 2.805 Taxa: 771,0 por grupo de 100 mil pessoas

Suspeitos: 2.154 Taxa: 592,1 por grupo de 100 mil pessoas

Óbitos: 95 Taxa: 26.11 por grupo de 100 mil pessoas

Letalidade: 3,4

Índice de isolamento social: 44.93%

4ª Região de Saúde – Caicó

Confirmados: 1.481 Taxa: 493,9 por grupo de 100 mil pessoas

Suspeitos: 3.072 Taxa: 1024,5 por grupo de 100 mil pessoas

Óbitos: 46 Taxa: 15,34 por grupo de 100 mil pessoas

Letalidade: 3,1

Índice de isolamento social: 41.57%

5ª Região de Saúde – Santa Cruz

Confirmados: 1.413 Taxa: 702,1 por grupo de 100 mil pessoas

Suspeitos: 1.713 Taxa: 851,2 por grupo de 100 mil pessoas

Óbitos: 40 Taxa: 19,88 por grupo de 100 mil pessoas

Letalidade: 2.8

Índice de isolamento social: 41.80%

6ª Região de Saúde – Pau dos Ferros

Confirmados: 554 Taxa: 220,2 por grupo de 100 mil pessoas

Suspeitos: 719 Taxa: 285,8 por grupo de 100 mil pessoas

Óbitos: 21 Taxa: 8.35 por grupo de 100 mil pessoas

Letalidade: 3,80

Índice de isolamento social: 43.37%

7ª Região de Saúde – Região Metropolitana de Natal

Confirmados: 2.1354 Taxa: 1573,2 por grupo de 100 mil pessoas

Suspeitos: 35.700 Taxa: 2630,1 por grupo de 100 mil pessoas

Óbitos: 790 Taxa: 58.20 por grupo de 100 mil pessoas

Letalidade: 3,7%

Índice de isolamento social: 42.38%

8ª Região de Saúde – Assu

Confirmados: 1549 Taxa: 981,1 por grupo de 100 mil pessoas

Suspeitos: 1.587 Taxa 1005,2 por grupo de 100 mil pessoas

Óbitos: 67 Taxa: 42,44 por grupo de 100 mil pessoas

Letalidade: 4,3%

Índice de isolamento social: 41.86%

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