Perdemos a capacidade de contemporizar?

O país vive uma divisão sem precedentes. Com extremismos, estamos numa grande e demorada bipolarização. Dividir as pessoas entre quem é a favor ou quem é contra a alguém ou alguma coisa é projeto dos autoritários e, lamentavelmente, sendo executado com sucesso em nosso país.

Essa divisão foi acentuada com as pessoas, via de regra, se colocando em dois grandes grupos: os de lá contra os de cá. O nós contra eles.

Essa situação traz algumas consequências claras e uma das que mais se evidencia é a nossa incapacidade de contemporizar. Parece que não conseguimos mais relevar. Não temos mais a possibilidade de chegarmos a meios-termos. Parece que não nos dispomos mais a considerar como válidas as proposições do outro, um ponto de vista diferente do nosso.

A convivência entre os contrários vem sendo minada pouco a pouco.  Isso pode explicar por exemplo, porque fingimos nos escandalizar com um beijo entre pessoas do mesmo sexo, mas aceitamos como normal que 230 mil pessoas morram de algo que pode ser evitado.  O amor passou a ser criminalizado e o crime a ser naturalizado. Ainda é possível reverter tudo isso. Basta apenas que pensemos o que temos ganho com a indiferença. Ou quem ganha com nossa desumanização.

 

DECISÃO INEXPLICÁVEL

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu liminar que permite a Beto Rosado (PP) continuar na vaga de deputado federal que é de direito de Fernando Mineiro (PT). Por uma questão muito simples: se o Tribnal Regional Eleioral (TRE) diplomou Mineiro, é dele o mandato.

 

CASSAÇÃO DE DIPLOMA

Se a diplomação é imprescindível à posse de alguém que conquista um mandato eletivo, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE/RN) deveria, ao diplomar Fernando Mineiro, cassar o diploma de Beto Rosado. Sem diploma, Beto não estaria fazendo a Justiça eleitoral potiguar de boba.

 

PARA PENSAR

Nos regimes ditatoriais são comuns: o uso de tecnologias para produção de notícias falsas, invenção de teorias conspiratórias e fabricação de mentiras para denegrir biografias e destruir reputações.

 

RUMO À PRIVATIZAÇÃO

A presidência do Banco do Brasil realiza processo de enxugamento da instituição para privatizá-la. O Progeama de Demissão Voluntária (PDV) teve a adesão de mais de 5 mil bancários em todo o pais, e 360 unidades deverão ser fechadas, sendo 3 no Rio Grande do Norte (Mossoró, Natal e Tangará).

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