Gato Gelado

Operação desativa ligações clandestinas de energia em fábricas e depósitos de gelo no RN

Quatro pessoas foram presas em flagrante.

Uma operação deflagrada pela Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern) em parceria com a polícia desativou 25 ligações clandestinas em fábricas e depósitos de gelo em várias regiões do estado, nesta terça-feira (22). De acordo com a empresa, a ação foi denominada “Operação Gato Gelado”. Quatro pessoas foram presas em flagrante.

Ao longo de todo o dia, 38 equipes técnicas fizeram 97 inspeções em alvos previamente mapeados em 33 municípios potiguares. No total, foram identificadas e desativadas 25 irregularidades (20 fraudes e cinco furtos). A Cosern abriu 8 boletins de ocorrências e ainda está calculando o volume de energia recuperado com a ação.

A Polícia Militar apoiou a operação e realizou quatro prisões em flagrante em Natal, Caicó, Pau dos Ferros e Tibau e conduziu os responsáveis pelas irregularidades para prestar depoimento nas respectivas delegacias. A fraude é quando o consumidor já é cliente da Cosern e manipula o medidor de energia com o objetivo de reduzir o consumo faturado. Já o furto consiste em desviar energia diretamente da rede elétrica da Cosern sem a medição do consumo e o conhecimento da distribuidora.

Segundo o gerente de Recuperação de Receita da companhia, Gilmar Mikeias, essa foi a maior operação simultânea de combate a fraudes já realizada em um único dia no estado.

“O gato de energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal e a pena para o responsável pela fraude pode chegar a oito anos de reclusão”, afirma. “Além de crime, o ‘gato’ representa risco de morte a quem faz e a quem está próximo. A ligação clandestina também provoca perturbações no fornecimento de energia da região e pode causar a queima de eletrodomésticos dos vizinhos”, disse.

Doze presos em 2020

De janeiro até esta terça, a Cosern realizou 61.941 inspeções em unidades consumidoras e desativou ou regularizou 7.120 ligações irregulares em todo estado. 12 pessoas foram presas pela polícia em todo estado. O volume de energia recuperado nas diversas ações seria suficiente para abastecer, por exemplo, os municípios de Parnamirim e de São Gonçalo do Amarante, juntos, por 30 dias.

*Com informações do G1 RN

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