Motos, mentiras e mistério

*Por Márcio Alexandre

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em ampla campanha antecipada visando a sua própria reeleição, realizou no último sábado, 12/6, uma motociata por São Paulo. Além do deboche com as famílias das quase 500 mil pessoas vitimadas pela covid, o ato foi uma ode à mentira.

O presidente esperava contar com cerca de 400 mil motoqueiros. Embora tenha muita gente ainda sendo conduzida como gado para o matadouro, a sensatez barrou alguns. Ao final, pouco mais de 6 mil insensatos estiveram presentes.

Passemos agora para as mentiras propagadas pelo presidente miliciano e já amplamente desmentidas. A primeira delas é de que o evento contou com mais de 1 milhão de participantes. Informação desmentida pelas imagens do fracasso e por uma nota do Guiness Book, já que a camarilha bolsonarista espalhou descarada e criminosamente que o evento havia entrado para o livro dos recordes.

A segunda mentira propalada foi a de que os participantes teriam ido voluntariamente e que nem dinheiro nem outro benefício lhes havia sido dado. Os motoqueiros receberam quentinhas e há denúncias de que também foram agraciados monetariamente.

Agora vem o mistério. Não se sabe por quais razões muitos dos participantes encobriram as placas de suas motos durante a atividade.

Não sei se guarda alguma ligação com esse fato, mas entre os participantes, há uma pessoa com ligações com Mossoró. Trata-se de um fugitivo da Justiça que matou, em São Paulo, um vendedor ambulante por causa da disputa por um ponto de venda.

Quando as buscas policiais ficam mais intensas em São Paulo, ele vem se esconder em Mossoró, onde tem parentes. Por coincidência, a placa de sua moto também estava encoberta durante a motociata. Só coincidência. Certamente, dos ppucos que estavam lá, apenas ele tem pendências com a Justiça.

MILÍCIA METE MEDO

Como bem ressaltou o professor Leonardo Rolim em suas redes sociais, os senadores tem medo da milícia familiar bolsonarista. Hoje, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos/RJ) tumultuou como quis a CPI da Pandemia e nada foi feito para contê-lo.

POVO NA MISÉRIA

O ministro da Cidadania, João Roma, não está nem aí para a fome do povo brasileiro. A exemplo do patrão, Bolsonaro. Enquanto ronda o Brasil fazendo política a favor dos candidatos preferenciais do presidente, cerca de 400 mil famílias sofrem sem receber o auxílio emergencial. Mesmo estando cadastradas no programa. O governo Bolsonaro é de morte: pela milícia, pela covid e pela fome.

CPI ELEITOREIRA

O deputado Kelps Lima (Solidariedade) admitiu que a CPI que a oposição quer instalar na Assembleia Legislativa do RN tem erros. Apesar de reconhecer os problemas, Kelps quer que a comissão seja instalada. Sua declaração e seu desejo deixam claro que a CPI é claramente eleitoreira.

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