COVID-19 E O CORAÇÃO

Médico explica riscos das cardiopatias

Cardiologista Flávio Veras diz por que pacientes com problemas cardíacos estão no grupo de pessoas mais suscetíveis à contaminação

Cardiologista Flávio Veras

Desde o surgimento da Covid-19, doença provocada pelo novo Coronavírus, uma das grandes preocupações das pessoas tem sido com os fatores de risco, ou seja, quais são as más condições clínicas ou ocorrência de doenças preexistentes que podem contribuir para o agravamento do quadro médico dos afetados pela enfermidade que tem atingido o mundo.

Uma primeira conclusão a que se chegou à comunidade científica foi a de que idosos e cardiopatas compõem o chamado grupo de risco, conjunto de pessoas mais suscetíveis à contaminação pelo coronavírus.

E as estatísticas sobre a Covid-19 provam que os cardiologistas têm razão no que dizem: pessoas com doenças do coração devem ter atenção redobrada para evitar contaminação pelo vírus causador da doença.

De acordo com dados recentemente divulgado pelo Ministério da Saúde, mais da metade das pessoas que morreram da Covid-19 no Brasil tinha algum problema relacionado ao coração. A própria Sociedade Brasileira de Cardiologia, baseada em estudos científicos, já alerta para uma taxa de letalidade de mais de 10%. Pesquisa do Colégio Americano de Cardiologia aponta que 40% dos hospitalizados com resultado positivo tinha alguma patologia cardiovascular.

Diante de todas essas evidências do grau de risco de mortalidade de cardiopatas com a Covid-19, os cardiologistas alertam seus pacientes para adoção dos devidos cuidados para evitar a infecção. O médico cardiologista Flávio Veras é um dos especialistas que chamam a atenção para a profilaxia.

Em entrevista concedida ao programa Gilson Cardoso, na 105 FM, Veras alertou as pessoas que tem doenças no coração. “Esses pacientes devem ter um cuidado redobrado no isolamento, na questão da higienização e na manutenção da sua terapêutica”, orienta.

O médico justifica que esses cuidados são necessários porque a Covid-19 leva a uma inflamação do pulmão e isso leva a uma demanda cardiovascular aumentada. “Então os pacientes que já têm problemas cardíacos, eles têm uma reserva miocárdica, uma reserva cardíaca reduzida, por isso eles entram no grupo de pacientes de maior risco para eventos graves e para a mortalidade quando adquirem a Covid-19”.

Ainda segundo Veras, é fundamental que os pacientes cardiopatas estejam fazendo uso regular e contínuo das medicações prescritas para que mantenham um equilíbrio melhor do sistema cardiovascular. “O não uso dos medicamentos por parte dessas pessoas vai fazer com que o risco seja ainda mais grave”, observa.

Como é do conhecimento de todos, essa pandemia ainda não atingiu seu pico aqui no Brasil, e o alerta serve para grupo de risco ou não. Cardiopatas, idosos e a população de uma maneira geral, só tem agora como opção o isolamento social para se prevenir da Covid-19.

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