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Falta de ar em tempos de pandemia: ansiedade ou covid-19?

Esse momento de isolamento social devido ao novo coronavírus vem acompanhado de muitos sentimentos, sendo um dos mais comuns a ansiedade. Situações que nós não temos controle e nem possibilidade de previsão do que vai acontecer, e ficamos frequentemente, ansiosos. Dessa forma, não é incomum que todos nós já tenhamos experimentado sintomas de um quadro ansioso nesse período. Dentre esses sintomas se apresenta a falta de ar, entretanto, ela também é um dos principais sintomas da infecção por Covid-19. E agora? Como diferenciar se o que estou sentindo pode ser uma infecção ou apenas um “sintoma do isolamento”.

A conhecida falta de ar, também chamada de dispneia, acontece quando o ato de respirar vem acompanhado de esforço desagradável. A dispneia representa anormalidade quando acontece em repouso ou com atividades que antes eram tranquilamente toleradas. A dispneia por ansiedade acontece em episódios, não é constante, nem piora com pequenos esforços. Nesses casos ela vai se manifestar com a pessoa em repouso, sentada, já quando estiver caminhando ou fazendo alguma outra atividade o sintoma será menos perceptível. Caso seja um problema físico, como Covid-19, o sintoma vai vir acompanhado de exaustão quando realizados pequenos esforços, como subir alguns degraus de escada. A pessoa pode apresentar a falta de ar em repouso também, mas ela irá piorar quando em movimento.

A principal diferença para a qual devemos nos atentar é a febre: falta de ar por Covid-19 vem acompanhada de febre em quase todos os casos. Logo, caso a falta de ar venha sozinha, sem febre e tosse seca como sintomas é muito provável que ela não seja referente ao vírus, mas sim a uma crise de ansiedade. Além disso, deve-se lembrar de que durante uma crise de ansiedade a pessoa não obrigatoriamente precisa estar agitada. Para quem já tem diagnóstico prévio de transtorno de ansiedade deve estar percebendo mais crises de falta de ar nesse período de isolamento social. Para amenizar a dispneia algumas dicas é evitar um pouco os noticiários e realizar alguma atividade que tire o foco do problema: fazer exercícios, estudar algum assunto de interesse ou aprender algo novo. É importante também tentar manter uma rotina possível e condizente com a realidade de cada um, planejar atividades para realizar no dia pode amenizar os sintomas da ansiedade. Caso a ansiedade persista, busque ajuda de um profissional da área.

* Glycia Thianne Paiva Cardoso, 23 anos, mossoroense, graduada em psicologia pela Universidade Potiguar. CRP 17/5073.

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