Situação crítica

Estado tem 47 pessoas à espera de leitos de UTI e apenas 10 vagas disponíveis

Atualmente, há 730 pessoas internadas nos hospitais públicos e particulares norte-riograndenses por causa da Covid-19

O Rio Grande do Norte tem uma taxa geral de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes de Covid-19 de 93.2%. Por região, a região Oeste, concentrada em Mossoró, tem 100% de ocupação. No Alto Oeste, centralizada em Pau dos Ferros, a taxa é de 90%. Lá são 9 leitos, dos quais 4 instalados recentemente, e há apenas um vago. No Seridó, a taxa segue subindo perigosamente e já chega a 82.7%. A região do Mato Grande tem 66.6% de leitos ocupados, e Natal 93.9%.

Atualmente, há 730 pessoas internadas nos hospitais públicos e particulares norte-riograndenses por causa da Covid-19. São pacientes com diagnóstico confirmado e outros com suspeita de contaminação. São pessoas com quadro clínico que vai de leve, passando por moderado e grave. Dos internados, 383 estão em leitos críticos. Os números da Covid-19 seguem em crescimento em solo potiguar.

De todos os dados apresentados hoje pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap/RN) um dos que mais chama a atenção, e preocupa, se refere ao total de pessoas que estão na fila à espera por um leito de UTI. São nada menos que 47 doentes. O grave nessa condição é que, pelos números da Sesap/RN, há apenas 10 vagas disponíveis hoje. Até agora, ais de 230 pessoas morreram enquanto aguardavam uma vaga num leito de UTI.

De acordo com o secretário-adjunto de Saúde do RN, Petrônio Spinelli, a previsão para hoje é de que a Secretaria de Estado da Saúde Pública abra mais 10 UTIs no Hospital João Machado, em Natal. Segundo ele, também nesta quarta-feira já foram abertos com apoio do Governo, 5 leitos no Hospital Maternidade Belarmina Monte, em São Gonçalo do Amarante. Para os próximos dias serão mais 5 no Hospital São Luiz em Mossoró, 10 no Hospital João Machado, em Natal, e 5 em João Câmara.

Petrônio Spinelli informou nesta quarta-feira, 1/7, que o Governo do Estado contratou uma empresa de ambulância para se somar às unidades do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) para minimizar o problema de transoprtes de pacientes. Hoje, há 24 pessoas aguardando transporte para ser transferido para uma unidade de saúde com leito de UTI disponível.

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