Estado assassino: o Brasil sangra

 

O Brasil é um dos países em que há registro excessivo de mortes provocadas pela polícia. Embora na atuação policial seja possível que haja ocorrências fatais, o número de pessoas que tombam pelas mãos do Estado cresce a cada dia. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil é o segundo país em que a polícia mais mata, ficando atrás apenas de El Salvador.

O Estado brasileiro, que já mata por ineficiência quando não dota seus órgãos e instituições de combate ao crime com recursos humanos e materiais capazes de inibir a violência, agora decidiu, de vez, apertar o gatilho. Na mira, pobres e pretos. Sobretudo das periferias. Assistimos, inertes, a um verdadeiro genocídio.

A situação mais crítica no contexto brasileiro é o do Rio de Janeiro, onde o sanguinário Wilson Witzel, determina, sem nenhum puder, vergonha ou justificativa plausível, que se mirem os fuzis contra a população. Witzel manda matar e comemora as mortes.

Para se ter uma ideia, durante todo o ano de 2018, o Brasil teve 6.160 pessoas mortas por policiais. A continuar como está, esse recorde será batido. E o Rio de Janeiro segue célere para figurar em primeiro no pódio da matança. Somente nos três primeiros meses do governo Wilson Witzel foram 434 registros de homicídios decorrentes de intervenção policial, uma média de quatro por dia.

A cada morte de inocente. Witzel reage com deboche, escárnio e mentiras, como no caso da menina Ágatha, morta por policiais no último sábado, 21/9. O governador tenta atribuir a culpa a supostos criminosos, quando sabidamente o crime foi praticado por policiais sob seu comando e com sua anuência.

Ex-fuzileiro naval, Witzel pensa estar em guerra. Se não foi detido em sua sanha assassina, ele vai ordenar ainda mais mortes de inocentes. E poderá estimular cada vez mais o presidente Bolsonaro, tão tresloucado e apaixonado pela morte de pobres quanto ele. O Brasil sangra pelas mãos de quem deveria lhe proteger.

IMPUNIDADE

É a polícia matando e o ministro Sérgio Moro querendo mudar a legislação para que os crimes fiquem impunes. Só para lembrar, o Código Penal, em seu artigo 23, já prevê excludentes de ilicitude que trazem garantias São elas: o estado de necessidade, a legítima defesa, o estrito cumprimento do dever legal e o exercício regular de direito. Então, flexibilizá-las é querer que a impunidade seja norma.

VERBA

Reinstituída em dezembro do ano passado através do Projeto de Lei 339/2018, a verba de gabinete não vingou na Câmara Municipal de Mossoró. Alegando orientação do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), a presidente da Câmara, Izabel Montenegro, barrou o repasse da verba para exercício parlamentar aos vereadores. A pergunta que se faz nos corredores da Câmara atualmente é: quem está se beneficiando com o fim da verba de gabinete?

PERSEGUIÇÃO

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou hoje que está enviando às escolas um ofício para proibir excesso de professores. Sem nenhuma fundamentação, sem lógica ou plausibilidade, o documento é o primeiro passo prático na perseguição a professores.

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