Entrevista

Conversa da Semana com Larissa Rosado

Deputada por 4 mandatos, a agora vereadora Larissa Rosado retorna à vida pública integrando o Legislativo mossoroense. Pelos passos e palavras de Larissa, pode não se tratar apenas do exercício de mais um cargo político, mas a pavimentação de um caminho que a leve de volta à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Esse é um dos temas abordados por Larissa Rosado, que também faz uma análise sobre a situação de sua família, que chegou a exercer vários cargos eletivos e hoje conta apenas com Larissa vereadora e Beto Rosado como deputado federal graças a uma liminar na Justiça. Larissa fala ainda sobre a eleição para a presidência da União de Vereadores do Rio Grande do Norte (UVERN), que acontece hoje, comenta sobre temas locais e avalia a atuação da atual gestão municipal, sobretudo em relação ao enfrentamento da pandemia. Veja na íntegra:

Por Márcio Alexandre

PORTAL DO RN – Como você tem encarado essa retomada de sua atuação na vida pública agora como vereadora?

LARISSA ROSADO – Márcio, muito obrigado pela oportunidade de estar aqui conversando com você. Hoje estava conversando com um amigo e ele me perguntava como é que estavam as coisas na Câmara Municipal e como eu estava me sentindo. Passei um longo período da minha vida, 4 mandatos como deputada estadual, indo e vindo de Mossoró para Natal, direto, e eu posso dizer que essa retomada da vida pública em Mossoró tem me deixado bastante feliz. Mais perto das pessoas, mas também próximo da minha história, da minha família. Espero sinceramente que eu atenda às expectativas da população que me elegeu e até mesmo das pessoas que não votaram em mim, mas que tinham algum carinho e que acompanham minha vida pública. Não foi uma decisão simples, mas foi uma decisão tomada em nosso grupo para nós seguirmos. Estou bem feliz na Câmara de Vereadores. Nessa semana, nós tivemos duas sessões, uma sessão mais quente, uma outra já mais tranquila, e vamos seguir em frente nessa trajetória política agora bem pertinho da população.

Reconheço em meus companheiros de oposição vereadores muitíssimo capacitados.  

PRN – Você chega à Câmara com a experiência de ter sido deputada e já com a missão de liderar a oposição. Como você vê esse novo desafio?

LR – Você fala dessa minha experiência como deputada e a liderança da oposição e me veio à cabeça: todos os dias quando subo para a Câmara Municipal eu vejo lá na primeira secretaria o nome do vereador Jerônimo Vingt Rosado Maia Neto. A gente tem uma história na Câmara Municipal, de pessoas que estiveram lá antes da mim, da minha família, do nosso grupo, e chegar à Câmara agora representa muito nesse contexto em que você fala, em que temos uma oposição com menos vereadores, aliás a situação é imensa, são 18 vereadores na situação, 3 declaradamente na oposição e 2 independentes. Quando penso nessa questão de liderança da oposição, eu me coloco de maneira confortável porque eu sei que o que vou fazer no momento em que atuar como líder da oposição é apenas unificar a posição dos outros dois vereadores, junto com a minha, para um direcionamento uno. Eu jamais iria me intitular como líder de Marleide Cunha e de Francisco Carlos porque são vereadores que tem uma capacidade de articulação e de luta imensa, maior ou igual a minha. Então, eu entendo que esse momento, em que eu ocupo a liderança da oposição, é muito nesse sentido da unificação de uma ou outra posição, mas reconheço em meus companheiros de oposição vereadores muitíssimos capacitados.

PRN – Nas primeiras sessões nós tivemos dois embates bastante interessantes entre os vereadores Francisco Carlos, que é da oposição, e Raério Araújo, governista que preside a Comissão de Constituição, Justiça e Redação, sobretudo por causa do empréstimo Finisa. A despeito dos temas que os originarem, parece que vamos ter bons debates nessa legislatura.

LR – Com certeza. Inclusive na sessão de terça-feira, nós tivemos uma coisa interessante: eu puxei o assunto combate à Covid porque a prefeitura de Mossoró não estava nos dando voz no Comitê de Enfretamento à Covid – não no comitê científico, mas no comitê político que toma as decisões -, e quando digo nós, me refiro à Câmara de Vereadores. Hora nenhuma eu quis estar presente no comitê, inclusive sugeri na tribuna que fosse um vereador da Comissão de Saúde, e foi designado o vereador Paulo Igo. Na hora em que eu defendia o fortalecimento do comitê com participação da Câmara Municipal, um vereador da situação dizia que o comitê não tinha valor, que não fazia nada. Opa, como é isso? Eu sou da oposição, estou aqui contribuindo com ideias para o fortalecimento do comitê para que ampare o prefeito no momento de tomar uma decisão e os vereadores da situação não querem.  Chamei a atenção porque era um tema que eu achava que iria unir a Câmara, o combate à Covid. A solicitação para que os boletins fossem publicados, porque se o prefeito vai e faz um decreto diminuindo, restringindo o comércio ou alguma atividade, ele não tem nem como justificar para a população, se eles não publicam quantas pessoas estão testando positivo, quantos óbitos tiveram, o risco que a população está correndo. Então eles não entenderam que o nosso trabalho foi de ajudar à população. E é lógico que se esse trabalho passava por dar uma dica à prefeitura de que ela precisava dar transparência, nós fizemos isso, eu e o vereador Francisco Carlos chamamos a atenção. Nós não somos uma oposição raivosa, nós somos uma oposição que quer contribuir. Cobramos também a testagem rápida, e os plantões da Vigilância Sanitária, que precisa estar nas ruas.

Então é só eles desistirem do Finisa, que já dá um desconto nessa dívida.

PRN – E os debates em torno do empréstimo do Finisa?

LR – Falando especificamente da questão do empréstimo Finisa, o projeto do empréstimo, as obras do Finisa elas foram divulgadas amplamente, estão postas de maneira clara para a população, mas na mensagem do prefeito, ele vai lá e lança um projeto de asfaltamento do bairro. E de onde veio esse dinheiro? Ele não disse que Mossoró tem um rombo? Esse dinheiro claramente é do Finisa. Quando é para apontar o dedo eles estão prontos, mas quando é para fazer um reconhecimento de uma outra gestão que quer contribuir para Mossoró parece que não vale. O vereador Francisco Carlos acompanhou muito de perto a situação da contratação do Finisa. Interessante é que os vereadores hoje da situação, o que é que eles colocam? Que as outras administrações deixaram um débito aí de 800 milhões de reais. Então é só eles desistirem do Finisa, que já dá um desconto nessa dívida. Então a questão é muito essa: vocês querem ou não as obras? Agora que são governo, vão querer? São esses os questionamentos porque inclusive o prefeito anulou muitos processos licitatórios de calçamento e asfaltamento de rua.

PRN – Estamos há pouco mais de 50 dias e talvez não dê para fazer uma avaliação da gestão, mas é possível avaliar para que rumo ela está sendo levada?

LR – Se convencionou que a gente só faz análise com 100 dias de gestão, mas me preocupo. Quando fui eleita, muitas vezes quando me perguntavam: o que você pensa? Qual o projeto? Qual a sua preocupação? E eu sempre coloquei o enfrentamento à pandemia porque era uma situação que estava posta. Eu vejo que essa administração ainda não se encontrou com relação aos encaminhamentos no que diz à pandemia. Foram dois meses praticamente para formar um comitê. Ora, se é uma situação posta, então essa situação não era pra ter sofrido interrupção.  Trocou o secretariado, trocou o comitê e começa o trabalho de acompanhamento. Eu acho já que não foi um passo interessante.  Acho que demorou a tomar atitude e se demorar a tomar atitude em tudo a gente sabe que em algumas situações a coisa pode ficar muito complicada. Nós tivemos aí o embate do prefeito com os trabalhadores das terceirizadas. Ele gravou um vídeo dizendo que estava tudo resolvido, que o pagamento tinha sido feito, que o dinheiro tinha sido transferido, e nós acompanhamos o sofrimento se arrastando do pessoal das terceirizadas. Acho que o prefeito se preocupa em fazer postagens, em falar, e não está cuidando do dia a dia do trabalho da cidade de Mossoró. Finisa é um exemplo. O dinheiro estava lá, as licitações feitas, os processos prontos, e houve paralisações nas obras. Eu imaginava que ele ia entrar com tudo mesmo porque a gestão anterior fez muita obra, muita coisa ao seu final, correu realmente contra o tempo. Então eu acho que eles precisam ter uma sincronia maior com o tempo real das coisas, entre o que está acontecendo e as decisões que precisam ser tomadas.

PRN – Outro tema que deverá chegar à Câmara de Vereadores é o pagamento dos salários atrasados do funcionalismo público. O que você achou do cronograma de pagamento apresentado pela prefeitura?

LR – A gente está conversando hoje (entrevista feita quarta-feira, 24/2) e a gente não tem a posição do sindicato (os servidores se reuniram em assembleia na quinta-feira, 25/2), mas eu acredito que não será bem aceito pelos servidores públicos (o funcionalismo público rejeitou a proposta e anunciou parada de advertência). São 16 meses para pagar esses salários. Vale ressaltar uma coisa: 50% da folha de pagamento é o que representa o valor desses salários pendentes. Quando o prefeito assumiu, se não me engano lá para o dia 15, ele já tinha o recurso para pagar a esses servidores, mas o que ele preferiu fazer? Não, a gestão passada fique aí, eu vou cuidar dos meses da minha gestão. Foi isso o que aconteceu. Ele juntou o dinheiro para pagar o mês de janeiro, mas ele já podia ter pago o salário anterior e não ter imposto ao servidor o sofrimento de ficar com esse salário atrasado. Acho que isso ainda vai dar muito o que falar. Na página da prefeitura, eu sempre acesso, instagram, sempre olho o site da prefeitura, o JOM (Jornal Oficial do Município) e se você olhar o instagram da prefeitura estão lá muitos comentários negativos dos servidores reclamando da forma como foi parcelado esse décimo terceiro.

Eu entendo que existe sim uma mudança na quantidade de mandatos que nós já tivemos e que nós temos hoje.

PRN – Você integra a família Rosado, que dominou de forma expressiva, por muitos anos, a politica local, com a conquista de vários mandatos simultâneos, de prefeito, deputado e vereador, tendo inclusive chegado ao Governo do Estado e ao Senado da República. Hoje, vocês detêm o seu mandato de vereadora e Beto se segura por meio de liminar no cargo de deputado federal. Que avaliação vocês fazem dessa situação?

LR – Nós somos dois grupos e nós nos unimos há pouco tempo. Passamos 30 anos em polos diferentes. Eu entendo que existe sim uma mudança na quantidade de mandatos que nós já tivemos e que nós temos hoje. Isso é uma realidade, não tem como fugir dessa situação.  Eu fui acostumada, sensibilizada pela vida que tive sempre, de trabalhar em defesa da população, então política foi a minha opção, servir ao povo da minha cidade. É natural que haja mudanças na política, independente de sobrenome. Nós tivemos, por exemplo, em Mossoró, representando a cidade, como deputado estadual, Gilvan Carlos, Gilvan perdeu. Nós tivemos Francisco José, ele deixou de ser. Muitas pessoas passaram pela política. Não é só porque tem o sobrenome Rosado e deixou de ter ou não um mandato, é uma questão da política. Às vezes eu fico pensando, por exemplo, quando vejo o vereador Pablo Aires, que é super jovem, na Câmara Municipal: Meu Deus, Pablo está aqui comigo, ele é super preparado, ele poderia ser meu filho. Então isso faz parte de uma renovação natural. Nós da família Rosado, a maioria de pessoas da família Rosado, não é de políticos. Nós temos professores, nós temos empresários, e se você observar, no nosso próprio grupo e no de Rosalba Ciarlini (ex-prefeita), há algumas situações. Carlos Augusto Rosado (marido de Rosalba) foi deputado e há muito tempo deixou de ser. Aí veio Rosalba,  nenhum dos filhos dela fez opção pela política. Nós tivemos a candidatura de Kadu (Ciarlini, filho de Rosalba e que foi candidato a vice-governador em 2018) mas foi pontual. Na casa de Betinho Rosado (ex-deputado federal), apenas Beto Rosado (filho) fez a opção por seguir. Meus dois irmãos foram vereadores. Vingt Neto, infelizmente, partiu. Lairinho foi vereador por dois mandatos e disse que agora não quer mais continuar na vida pública e quer atuar na rádio, na iniciativa privada. Existe essa questão, essa sucessão. Outras pessoas também já tiveram e deixaram de ter. Agora se você disser: Larissa o que você pensa para o seu grupo? Eu penso na continuidade, através do nosso nome, da ex-vereadora Sandra Rosado. Nós vamos concorrer nas próximas eleições. Nós trabalharemos nesse sentido. Então acho que é um processo natural. Não vejo isso como foi colocado na última eleição: ah, derrotei os Rosado. Não. Eu, por exemplo, já perdi campanha em 2012 para Cláudia Regina, que não é Rosado. Francisco José Júnior não era Rosado. Essa alternância do poder, com pessoas do grupo ou não, na prefeitura, ela não é uma novidade em Mossoró,  embora esteja sendo colocada como tal.

PRN – Por que a pretensão de presidir a UVERN?

LR – Para quem não sabe a UVERN é a União de Vereadores do Rio Grande do Norte, é uma entidade que representa mais de 1.500 vereadores e vereadoras aqui em nosso Estado. Nós temos uma realidade bem diferente quando você analisa a estrutura de trabalho dos vereadores de Mossoró, de Parnamirim, de Macaíba e de Natal, para municípios menores. Nas cidades menores, os vereadores não tem, às vezes, nem um gabinete, quanto mais assessores. São, portanto, pessoas que precisam de apoio de uma entidade como a UVERN, no que diz respeito a apoio jurídico, contábil, ao trabalho de qualificação para legislar, no dia a dia. Eu fiquei muito feliz com a confiança que foi em mim depositada pelo grupo de vereadores que me procurou e disse: Larissa queremos você como presidente da UVERN. A partir daí, a gente começou a trabalhar, a pedir votos e a colocar esse fortalecimento do Legislativo como proposta principal.  Nós vamos ter, de 27 a 30 de abril, a Marcha dos Vereadores em Brasília, e durante esse período, nos teremos além de um grande evento promovido pela União de Vereadores do Brasil, uma reunião com a bancada federal, com deputados federais e senadores. Existem muitas pautas que são comuns a vereadores de várias cidades e eu vou dar o exemplo de uma: a duplicação da BR 304 é muito importante para todos os municípios aqui da região. Vamos levar para essa reunião com a bancada federal a pauta da duplicação, entre outras que nós vamos construir a partir do momento que assumirmos a presidência de fato da UVERN (a eleição acontece neste sábado e Larissa é candidata única à presidência da entidade).

PRN – Tenho acompanhado as sessões e vejo que você tem apresentado uma preocupação com a situação dos CAIC´s. Nos fale sobre isso.

LR – Vou colocar pra você a situação do CAIC. Não é uma situação que eu acompanhe de agora. Desde quando eu era deputada estadual falávamos sobre a retomada do CAIC nas suas funções a que ele se propôs. Nós tínhamos lá uma creche, que era mantida pelo Meios (Movimento de Integração e Orientação Social, mantido pelo Governo do Estado e extinto pela ex-governadora Rosalba Ciarlini), nós tínhamos escola, posto de saúde e um espaço muito bom para a comunidade socializar e para os jovens praticarem esportes. O CAIC foi sendo abandonado, e nós fomos a Natal, eu e Otávio Lopes, que é líder comunitário, e fomos conversar com o secretário estadual de Educação. O que acontece? O terreno do CAIC é do Governo do Estado e a sua estrutura é do Governo Federal. São 13 CAIC´s no Rio Grande do Norte nessa situação. O que é que precisa? Que o Governo Federal dê ao Governo do Estado a dominialidade. A partir daí o Governo do Estado vai decidir se vai conveniar com a prefeitura de Mossoró ou com as outras prefeituras para a manutenção do CAIC ou se o próprio Estado vai assumir o funcionamento. Agora, de acordo com o que o Governo do Estado me informou, o Governo Federal está pedindo uma avaliação imobiliária de todos os CAIC´s. Essa avaliação está sendo feita por parte do Governo do Estado de forma que eu acho que ainda demora um pouco para a gente ver um desfecho dessa história do CAIC. Queria que fosse logo porque só na região do Carnaubal, Alto do Xerém, Belo Horizonte, nó temos postos de saúde em imóveis alugados, muitas vezes em situação insalubre que a gente poderia ter de melhor qualidade se estivéssemos num equipamento do CAIC.

É lógico que a ex-vereadora Sandra Rosado também tem o desejo de participar.

PRN – Você confirmou que o grupo político de vocês vai participar das próximas eleições. Tenho visto você muito entusiasmo nesse seu retorno à vida pública. É o seu nome que será apresentado para as disputas?

LR – Pode ser o meu nome sim, mas é lógico que a ex-vereadora Sandra Rosado também tem o desejo de participar. Não sei como é que vai ser daqui para lá, mas ela acompanha ativamente o meu mandato como vereadora, os contatos que eu faço são todos compartilhados. Quando a gente conversa om os representantes do nosso partido, com o deputado Ezequiel (Ferreira, presidente da Assembleia Legislativa), por exemplo, a gente sempre faz isso juntas. Então eu posso ser, ela pode ser. A gente pode também fazer composições com outros pretendentes aos cargos que estarão em disputa. Não sei. Você diz que eu sou animada, mas é porque eu acho que a política realmente mexe muito com a gente, embora às vezes ela seja injusta, embora às vezes a gente possa ficar um pouco desestimulada, mas é um grande meio de mudança, de transformação da vida da sociedade. E isso realmente me empolga.

PRN – Agradecemos por nos atender e deixamos o espaço aberto para suas considerações finais.

LR – Márcio, eu quero agradecer. Mossoró é uma cidade muito grande, que precisa ser trabalhada no todo, e é isso que eu quero fazer como vereadora. Temos pautas importantes a serem tratadas, como a atenção aos trabalhadores e trabalhadoras rurais, observando também as nossas riquezas, do sal, essa questão do petróleo que vem sendo tanto discutida, como a retirada da Petrobras da cidade de Mossoró, então vamos trabalhar para todas as pessoas, para o homem, para a mulher, para a criança, o jovem, o idoso, na perspectiva também de atendê-los. Esse mandato de vereadora me dá a possibilidade de estar muito próxima. Eu sei que a gente está com essa questão da pandemia retornando com muita força, mas o nosso mandato tem a intenção e nós estamos fazendo isso, de estarmos muito próximos. Se em algum momento a gente não puder se encontrar pessoalmente, podemos ter um contato pelas redes sociais, minhas redes sociais todas tem o perfil Larissa Rosado, tanto twitter, quanto facebook e instagram. Eu quero fazer um convite à população a participar e a construir esse mandato conosco. Muito obrigado pela oportunidade de falar aos leitores do Portal do RN.

 

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