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Como conviver com a Fibromialgia?

Apesar de ser uma doença bastante incômoda, é possível sim conviver com a síndrome da fibromialgia, mesmo em seus momentos de crise. Mas afinal, o que é fibromialgia? é uma síndrome de dor crônica relativamente comum e muito complexa. Seus sintomas são dores musculares e nas articulações. Essa dor é normalmente descrita como uma dor de cansaço constante. Nem forte nem aguda, acontecendo em todo o corpo, com duração de pelo menos três meses. Segundo estudos, essa dor acontece porque a estimulação repetida dos nervos faz com que o cérebro de pessoas com Fibromialgia se modifique. Esta mudança envolve um aumento anormal dos níveis de certas substâncias químicas que sinalizam dor (neurotransmissores). Além disso, os receptores de dor do cérebro parecem desenvolver uma espécie de memória da dor, e tornam-se mais sensíveis, o que significa que podem reagir exageradamente a sinais de dor.

A fibromialgia pode durar anos ou a vida inteira. Mas uma combinação de medicação, exercício, psicoterapia, controle do estresse e hábitos saudáveis podem aliviar seus sintomas o suficiente para que se possa viver uma vida normal e ativa. Vale ressaltar que a sua dor não está só na sua cabeça, como muitos pensam quando se fala em fibromialgia. É muito comum que pacientes dessa síndrome demorem a descobrir a doença. Também é comum perceberem que as pessoas e até mesmo alguns profissionais de saúde não acreditam nas dores existentes. Isso acontece porque a fibromialgia não gera uma lesão dos tecidos, ou seja, não há inflamação ou degeneração. Seus sintomas só podem ser vistos em exames muito específicos. Alguns fatores que são associados ao início dessa doença é: Fator genético, já que a doença é muito recorrente em pessoas da mesma família; eventos traumáticos físicos ou psicológicos; infecções por vírus ou doenças autoimunes; distúrbios do sono; sedentarismo; ansiedade; depressão. Criar formas de conviver com essa doença ajudará você a passar por isso.


* Glycia Thianne Paiva Cardoso, 23 anos, Mossoroense, graduada em psicologia pela Universidade Potiguar. CRP 17/5073

 

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