APROVAÇÃO QUE NÃO REFLETE A REALIDADE



Ajudada por suceder a um gestor que concluiu seu mandato de forma desastrosa, a prefeita Rosalba Ciarlini experimenta bons índices de popularidade. Outros fatores contribuem para isso: ter o apoio do único jornal impresso da cidade, e ter pago duas folhas de salários do funcionalismo dentro do mês trabalhado. Na realidade, o percentual de aprovação do governo não reflete a realidade que vivemos.

As folhas pagas vieram com alguns pequenos cortes de vantagens pecuniárias dos trabalhadores. Um terço de férias tirado daqui, uma ajuda de custo esquecida ali. Um reajuste não pago a uns. Um benefício negado a outros. Foi nesse cenário que as folhas foram concluídas. Sem acesso ao contracheque, os servidores acorrem todos os dias às secretarias municipais, principalmente a de Administração, para saber porque o dinheiro veio tão curto. Some-se a isso o fato de que a prefeita faz de conta que o pagamento da folha de dezembro, deixada pela gestão anterior, não é obrigação sua pagar.

Para completar, na educação, a situação é desanimadora. Escolas sem professores, ameaça de greve, falta de uma política séria para o setor. Em outros setores, também há problemas, que pretendemos ir apresentando a cada semana. Para Rosalba, parece que está tudo bem. Para os mossoroenses, a realidade é outra bem diferente.

SEM RETORNO
Para não dizer que criticamos apenas os governos. Existem servidores que acumulam – legalmente – cargos nas administrações municipal e estadual e que estavam à disposição da prefeitura de Mossoró na administração de Francisco José da Silveira Júnior. Acontece que, passada a gestão anterior, e vencido o prazo de cessão, esses servidores não voltaram para os seus órgãos de origem na administração estadual. Na prática: recebendo sem trabalhar.

TARCÍSIO MAIA
Morreu no último domingo, no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) paciente vítima de acidente na terça-feira de carnaval. Detalhe: desde a entrada naquela unidade hospitalar e até dois dias antes do falecimento, a paciente havia ficado – mesmo em coma – na sala de vacinas por falta de leito na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

UERN
Há pouco mais de 10 dias para a votação, a eleição na UERN caminha para uma certeza: os servidores técnicos-administrativos devem ser o fiel da balança nessa disputa. Situação e oposição já se deram conta desse fato e lançam suas estratégias para conquistar os votos desse segmento.

DISPUTA LOCAL
Fervilham nos bastidores os diálogos e conjecturas visando ao Processo Eleitoral do partido, o conhecido PED. Para a disputa do comando do diretório local, devem ser inscritas três chapas.

SEM FUNCIONAR
Lembrando que a próxima quarta-feira será ponto facultativo nos órgãos municipais. A prefeitura oficializou 15 de março como o dia da emancipação política da cidade.

PARALISAÇÃO
Também na quarta-feira, haverá paralisação dos serviços públicos em órgãos das administrações públicas municipal, estadual e federal. É o Dia de Paralisação Nacional, mobilização puxada pelas centrais sindicais em protesto contra as medidas do governo Temer.

CONTRIBUIÇÃO SINDICAL
Março é o mês da contribuição sindical dos trabalhadores. Todos os empregados, sindicalizados ou não, são obrigados a contribuir com o equivalente a um dia de trabalho. O desconto é feito pela empresa diretamente na folha de pagamento entregue em abril. A tributação é prevista nos artigos 578 e 591 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

SEM AGÊNCIAS
A maioria dos municípios que tiveram as agências bancárias locais arrombadas por assaltantes segue sofrendo sem que essas unidades financeiras sejam reabertas. Tibau e Florânia são exemplos dessa situação. No caso do município litorâneo, é uma situação que o prejudica sobremaneira pelo fato de se tratar de cidade turística.

REFLEXÃO
“Deixe a alegria tomar conta de você e agarre-a quando ela quiser fugir”.
Carl Sandburg, poeta norte-americano

 

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