Opinião

A máscara caiu: o discurso ao avesso

Na gestão pública municipal, os discursos valorizam a educação, enquanto os fatos injuriam e desrespeitam os(as) professores(as)

* Marleide Cunha

Existe um consenso universal: a educação é a chave para o desenvolvimento humano e sem professores(as) a humanidade se desumaniza e a barbárie se instala silenciosamente. A bandeira em defesa da educação é empunhada com fervor nos discursos políticos. Mas não precisa ser expert em “politicologia” para testemunhar o que diz Eduardo Galeano: “Em regra – está comprovado – o que mais rende voto é o teatro, o desempenho nos palanques, a máscara bem escolhida”. Aqui em Mossoró, a máscara caiu em 2019.

Na gestão pública municipal, os discursos valorizam a educação, enquanto os fatos injuriam e desrespeitam os(as) professores(as). Os políticos que juram, com a mão no peito, que uma boa educação não tem preço, costumam ser os mesmos que depois diminuem seu valor para economizar algumas moedas. E muitos que clamam, salvem os(as) professores!, como clama o capitão do navio: primeiro mulheres e crianças!, eles são os primeiros a afogarem os mesmos professores(as). E os que anunciam que expulsarão os ladrões que roubam o direito a educação, costumam ser os mesmos que roubam até a merenda escolar.

Nunca, na história da educação de Mossoró, professores(as) foram tão perseguidos(as), tão humilhados(as), tão desrespeitados(as), quanto foram em 2019 pela gestão Rosalba Ciarlini. Porém, a gestão perdeu: eles e elas não lhe entregaram a dignidade e a obediência! A história não perdoará uma gestão pública ofensora da educação e lembrará da resistência dos(as) professores (as) que não se intimidaram.

Lutar contra os ofensores da educação é um dever irrecusável de todo(a) professor(a) e não apenas um direito. Sigamos os ensinamentos do mestre: “A minha resposta a ofensa à educação é a luta política consciente, crítica e organizada contra os ofensores” ( Paulo Freire).

Presidenta do SINDISERPUM

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