Setembro Amarelo

A cada 45 minutos, um brasileiro tira a própria vida

Isolamento, mudanças marcantes de hábito e descuido com a aparência e higiene são sinais que devem ser observados como atitudes que podem levar ao suicídio

Criada no Brasil em 2015, a campanha Setembro Amarelo buscar a conscientização da sociedade sobre a prevenção do suicídio. É uma iniciativa importante e trata de um tema que deve ser discutido diariamente. Afinal, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 45 minutos, um brasileiro tira a própria vida.

“Esse número assusta e estimula para que mais pessoas se mobilizem pela prevenção dessas mortes precoces. Mas apesar dos avanços, ainda temos que quebrar muitos tabus, preconceitos e vergonhas que são adversários nessa luta”, destaca a psicóloga Mariana França, do Hapvida.

A especialista atenta que o suicídio é um assunto complexo e que ninguém tira a própria vida por um único motivo. Por isso, a importância da prevenção. “É preciso permitir que as pessoas, independentemente de sua idade, possam desabafar e falar sobre seus sentimentos, sem receber críticas condenatórias, que as levem a buscar a morte como solução para suas dores”, explica psicóloga.

Isolamento, mudanças marcantes de hábitos, perda de interesse por atividades que antes gostava, descuido com a aparência e higiene, piora no desempenho da escola ou trabalho, alterações no sono e no apetite e uso repetitivo de frases como “quero desaparecer”, “estou atrapalhando todo mundo” e “queria dormir e nunca mais acordar” são sinais que devem ser observados como atitudes que podem levar ao suicídio.

“As tentativas de suicídio e o suicídio são um ato de comunicação. Quem tira a própria vida, fala sobre o ato antes e, muitas vezes, está, na realidade, tentando se livrar da dor, do sofrimento, que de tão imenso, parece insuportável”, alerta Mariana França.

A orientação é procurar tratamento profissional ao primeiro sinal que aponte perda de interesse pela vida. “Existe esperança, tem tratamento adequado e uma luz no fim do túnel”, conclui a psicóloga.

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