Vozes do desemprego e da fome

Acompanhado a aflição de comerciantes, seus empregados e ambulantes, impedidos de trabalhar, assim como acontece com os chamados “artistas da noite”, os cantores de barzinho, me veio a lembrança da música “Vozes da Seca”, cantada por Luiz Gonzaga. Agora rebatizo com o título de “Vozes do Desemprego e da Fome”. Pois uma esmola, como vem sendo dada, a um homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão.

E para que isso não se torne vergonha nem vício, nós pedimos proteção a “vosmicê”, homens e mulheres por nós escolhidos para as “rédias” do poder, no sentido de garantir serviço ao nosso povo e o Brasil não fique sem comer. Aqui o trocadilho com a letra da música cabe bem no sentido do pedido de todos para que possam trabalhar e garantir o seu sustento e o sustento da família. A pandemia é fato, porém fechar tudo ainda não convenceu que resolve, a situação caminha para que tenhamos nas ruas as vozes do desemprego e da fome.


FINALMENTE, HABEMUS FUTEBOL

Menos um problema para o futebol do Rio Grande do Norte, o campeonato estadual voltou. Não tinha motivo sequer para haver a paralização que quase leva os clubes a falência com a suspensão da competição em 2021. Teria rescisão de contrato para ser paga e o time, mesmo sem a torcida pagando ingresso, só tem esperança de levantar algum dinheiro se estiver em atividade.

Digo que não havia motivo para suspensão pelo fato de, nas quatro rodadas realizadas, os jogadores foram testados e ninguém acusou positivo para Covid-19. Juntos com a federação os clubes estão seguindo todos os protocolos. É torcer agora que a situação continue sob controle e a bola possa rolar até a definição do campeão da temporada. Habemus futebol em terras potiguares.

CUIDADO COM AS REDES SOCIAIS E OS “AMIGOS”

Dois casos recentes com colegas que militam na comunicação expõe o perigo para quem não se cuida nas tais redes sociais. Tem um monte de alma ruim só esperando um deslize seu para expor sua imagem de forma negativa. Não confie nas redes sociais e, muito menos, nos tais “amigos” que lhes cercam. Agenor Melo e Carlos Costas sabem bem do que estou falando e das razões de assim dizer.

Conheço os dois e, até onde sei, são pessoas do bem. Tem suas preferências políticas e ninguém tem o direito de condena-los por isso, pelo contrário, vida longa aos que, com coragem, assumem uma posição. A questão hoje é a falta de respeito as opiniões contrárias. Tem sempre alguém forçando que a verdade absoluta seja a sua. Já disse e repito, o bom é o debate inteligente para confrontar as ideias, e não impor o que eu quero que seja verdade única.

MATA BURRO NA COBAL

Aquilo que conhecemos como trabalho de drenagem, pode ser algo diferente se observado pela visão de quem precisa, por exemplo, utilizar uma carroça como meio de sobrevivência. Pois bem, essa preocupação foi externada pelo vereador Didí de Arnor (Republicanos) ao conversar com carroceiros que trabalham nas proximidades da Cobal (Central de Abastecimento) em Mossoró.

No local a prefeitura realiza um serviço de drenagem e a colocação de canos de ferro, na avaliação do vereador e dos carroceiros, se transformou em um verdadeiro “mata burro”. A forma como foram colocados impede o transito desse tipo de transporte com tração animal. Com isso, disse o vereador, os carroceiros ficam impedidos de trabalhar pois temem por seus animais. A sugestão é que parte da grade seja coberta por telas que permite a passagem da carroça e não impede a drenagem das águas, por exemplo, das chuvas. Fica o registro.

VACINAÇÃO CONTRA INFLUENZA

Mais uma campanha de vacinação chegando. No período de 12 de abril até 09 de julho acontece a 23ª Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza. O detalhe é que, essa campanha coincidirá com a realização da vacinação contra a Covid-19. Diante do quadro a recomendação é de que seja priorizada a administração da vacina Covid-19. As pessoas contempladas no grupo prioritário para a vacinação contra influenza que buscarem uma Unidade Básica de Saúde, e ainda não foram vacinadas contra a Covid-19, preferencialmente, deve ser administrada a vacina Covid-19 e agendada a vacina influenza, respeitando um intervalo mínimo de 14 dias entre as vacinas.

As autoridades alertam também, é claro, para que todas as medidas de prevenção à transmissão da covid-19 nas ações de vacinação contra Influenza deverão ser adotadas, ou seja, não descuidar do uso da máscara e a frequente higienização das mãos lavando-as com água, sabão ou utilizando álcool 70 e álcool em gel. O Ministério da Saúde ressalta a importância da vacinação contra a influenza em 2021. A imunização vai prevenir o surgimento de complicações decorrentes da doença, óbitos, internações e a sobrecarga nos serviços de saúde, além de reduzir os sintomas que podem ser confundidos com os da Covid-19.

INDEPENDÊNCIA E HARMONIA

No papel o artigo 2º da Constituição Federal de 1988 é bonitinho quando diz que, “São poderes da União, independente e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. No entanto, na prática, as coisas hoje andam bem diferente. A tal independência e harmonia parece que saiu pelo ralo e, pouco a pouco, vai se tornando comum a aparição de ministros do Supremo Tribunal Federal determinando ações dos seus vizinhos do outro lado da rua em Brasília.

A bola da vez, envolvendo o senado federal, é a confusão gerada depois que o ministro Luís Roberto Barroso determinou a abertura da CPI da Covid. Claro, não podemos esconder o cabimento que foi dado pelos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO) que buscaram o STF. O próprio presidente do senador, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) é contra essa instalação argumentando que só servirá como palanque eleitoral já pensando em 2022. O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, considerou o ato como “interferência que não é devida”. Lamentável e vergonhoso como politizaram a pandemia no Brasil.

MENSAGEM

“Comprometimento individual a um esforço conjunto — isso é o que faz um time funcionar, uma empresa funcionar, uma sociedade funcionar, uma civilização funcionar”.

Vince Lombardi

DEBATES PRODUTIVOS

Classifico como extraordinários e produtivos os debates gerados juntamente com as palestras que foram organizadas pela OAB Mossoró, através da sua Comissão de Defesa das Pessoas com Autismo em parceria com a Comissão de Apoio às Pessoas com Deficiência. O projeto “Educação da pessoa com autismo durante a pandemia – desafios e realidade”, vem sendo desenvolvido com um sucesso além do esperado.

Troca de informações, exposição de fatos concretos tem deixado a discussão rica e, com certeza, produzirá um material vasto para que se amplie e faça valer os direitos dessas pessoas. Por conta da pandemia toda a programação vem sendo realizada de forma remota. As boas conversas iniciadas no dia 02 de abril, seguem até o final do mês. Parabéns aos envolvidos.

COVID DO FINAL DE SEMANA

Estava conversando outro dia com um pescador da cidade de Icapuí, no Ceará, que trabalha em parceria com um colega do setor que reside na cidade de Tibau, no Rio Grande do Norte, e ele me narrou a dificuldade que vem encontrando para receber o dinheiro do seu trabalho. Durante a semana, me falou ele, não tem problema, faz o trajeto entre as duas cidades com tranquilidade. Porém, nos finais de semana quando precisa pegar o dinheiro da venda do produto, é impedido.

E o impedimento vem do seu próprio estado, o Ceará. Por lá, pelo que entendi, o problema com a pandemia da Covid-19 é só nos finais de semana. A partir da sexta-feira, disse o pescador, eles montam uma barreira na fronteira dos dois estados e ninguém passa. O restante da semana, a partir do final da tarde do mingo, fica tudo liberado. Assim, acrescentou o pescador, fica difícil sobreviver. Depois de dias no mar, ao retornar para casa, não consegue receber o pagamento pelo serviço prestado. O dinheiro tem, mais ele não pode passar para pegar no dia disponível para isso.

LOTEAMENTOS E A SUA INFRAESTRUTURA

A Câmara Municipal de Mossoró tratou de um tema na última semana que deveria preocupar e ter melhor atenção de todos os municípios. A questão diz respeito aos loteamentos que são montados nas áreas urbanas, depois vendidos sem a devida observação, em alguns casos, da sua infraestrutura. Existem casos nos quais o proprietário do terreno fecha parceria com o banco, constrói casas, vende e vai embora.

Isso significa problema e cobranças para os órgãos públicos que ficam obrigadas a organizar o ambiente com saneamento e calçamento de ruas, só para exemplificar. A obra, seja ela pública ou privada, já deveria cuidar de alguns pontos importantes e não deixar tudo para o inquilino, que não observa esse detalhe, ficar depois cobrando apenas do poder público. É um caso a se pensar e seguir com o debate.



DICA LEGAL – DIREITO A EDUCAÇÃO

O momento tem sido de dificuldade também para o ambiente escolar por conta da pandemia. No espaço da nossa dica legal vamos lembrar aqui o que diz a Constituição Federal de 1988 em relação ao tema da educação. O amparo vem no seu artigo 205 que diz: A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Existem também questionamentos pelo fato do acesso à educação ser considerado um direito e não um dever. Nesse ponto é dito que, a educação qualifica o cidadão para o trabalho e facilita sua participação na sociedade. E é verdade. Quem não tem nenhum acesso à educação não é capaz de exigir e exercer direitos civis, políticos, econômicos e sociais, o que prejudica sua inclusão na sociedade chamada moderna. Por outro lado, a educação é também um dever da família e do Estado. A lei foi posta, vamos exigir a sua plena execução.

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