Vereadores não tem tido vida fácil

Os vereadores que votaram contra os professores, aprovando um percentual de reajuste do Piso do Magistério abaixo do que determinou portaria do Ministério da Educação (MEC) não tem tido vida fácil. Ao recorrer às redes sociais para tentar justificar seus votos, os edis tem sofrido com reclamações da população. Por enquanto, Tony Cabelos (PSD) e Francisco Carlos (PP) foram os primeiros, mas os demais também serão questionados.

Quem tem sofrido maior pressão é Francisco Carlos. Por duas razões: primeiro porque ele se apresenta como professor (ele é docente da UERN) e segundo porque tem dito que não faltou diálogo entre o sindicato que representa os trabalhadores e a prefeitura. Para o fato de ser professor, falta a Francisco Carlos, segundo seus críticos, coerência. Sobre a declaração de que houve diálogo, professores e população o estão taxando de mentiroso. O sindicato tem mostrado cópias de ofícios protocolados junto à prefeitura buscando audiência. Todos sem resposta.

Nas últimas horas, a vereadora Aline Couto (sem partido) também tem sofrido na pele o que é votar contra a classe trabalhadora. Os questionamentos em suas redes sociais também tem sido muitos e incisivos, a ponto de ela apagar alguns comentários. Tony Cabelos tinha postado um vídeo no facebook, mas diante da má repercussão em seu desfavor, decidiu retirá-lo.

Além desses três, também votaram contra os servidores, os vereadores: Alex Moacir (MDB), Didi de Arnor (PRTB), Emílio Ferreira (PSD), Flávio Tácito (PPL), Manoel Bezerra (PRTB), Maria das Malhas (PSD), Ricardo de Dodoca (PROS), Rondinelli Carlos (PMN), Sandra Rosado (PSDB) e Zé Peixeiro (PTC).

Juros para contração de empréstimo
Não se descarta, na Governadoria, um chamamento da governadora Fátima Bezerra (PT/RN) aos servidores sobre a contratação – ou não – de empréstimo tendo como garantia os royalties de petróleo e gás. É que como os bancos públicos foram orientados pelo presidente Bolsonaro a não a realizar tais empréstimos aos Estado que não apoiam a Reforma da Previdência, a operação deverá ser feita junto ao um banco privado. Ocorre que os altos juros tem preocupado a equipe econômica do Governo do Estado. Daí, a possibilidade de mais uma reunião com os servidores para juntos avaliarem os benefícios da empreitada.

Dando nomes
Provavelmente para não assumir sozinha o desgaste de conceder um reajuste que traz perdas para os servidores, a prefeita Rosalba Ciarlini citou nominalmente cada um dos vereadores que votaram de acordo com o que desejava o Palácio do Planalto. Em tempo: o reajuste do Piso deveria ser de 4.17%, o projeto da prefeitura concedeu 3,75%, mesmo percentual para os servidores gerais. Estes estão sem reajuste há 3 anos, com uma defasagem salarial de mais de 10% frente a inflação desse período.

Tranquilizando
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse em entrevista a emissoras de TV que os militares podem ficar tranquilos: primeiro será votada a Reforma da Previdência, e depois será vista a situação deles. Ora, se a reforma é para cortar privilégios, que sejam postos no mesmo pacote. Ruim como é, a tal reforma, se aprovada, não vai alcançar os militares. Anotem.

Dificuldade
Governado por um ex-juiz federal, o Rio de Janeiro é um Estado em que jornalistas e população tem dificuldades para conseguir informações oficiais do governo. Para cessar o Diário Oficial do Estado, é necessário se cadastrar por meio de um sistema que testa a paciência de todos ao limite.

Dificuldade II
Tão difícil quanto pesquisar no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro é entender porque o governador Wilson Witzel decidiu afastar o delegado Giniton Lages das investigações do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Witzel disse que Giniton estava ‘esgotado’ e o mandou para a Itália. Ginitou não confirmou o ‘esgotamento’ nem apareceu para agradecer o prêmio de consolação dado pelo governador.

Dificuldade III
Importante destacar três pontos: o ex-ministro da Justiça Raul Jugman disse que havia participação de agentes políticos nos assassinatos. Foi num comício de Witzel que aliados do presidente Bolsonaro quebraram uma placa que homenageava Mariele Franco, e o governador comemorou o fato. Por fim, Giniton Lages revelou que um dos suspeitos presos pelo crime, essa semana, morava no mesmo condomínio que o presidente. A partir dessa declaração, Giniton parece ter caído em desgraça. Lembrando: Witzel é do mesmo partido de Bolsonaro.

Golpe no sindicalismo
E o presidente Bolsonaro desferiu mais um golpe no sindicalismo. Desta feira, nos sindicatos rurais. Ele criou medida desobrigando os trabalhadores turais de terem que apresentar declaração do sindicato para fazer pedido de aposentadoria. Com isso, esvazia a atuação das entidades citadas.

Contrarreforma
Os sindicatos, movimentos sociais e centrais sindicais estão preparando ampla programação para protestar contra a Reforma da Previdência na próxima sexta-feira, (22/3). Em Mossoró e região, muita coisa está sendo preparada.

 

Notícias semelhantes