Um exemplo a ser seguido

Os serviços oferecidos à população pela Unidade Básica de Saúde (UBS) Dr. José Holanda são de uma qualidade de dar gosto. Já mencionei outras vezes nesta coluna. Hoje, por dever de ofício e justiça, volto ao tema. Por algumas razões.

A primeira delas é que muitas vezes nós da imprensa nos acostumamos a escrever longos textos com criticas e apenas citar notinhas protocolares quando as coisas estão certas. É obrigação da equipe da UBS José Holanda atuar com compromisso, retidão e prestatividade? É. Assim como o é em relação a todos os demais equipamentos públicos. Infelizmente, nem sempre isso acontece. Graças a Deus, são poucas as situações em que isso não acontece.

Na UBS José Holanda, cuja estrutura não é das melhores, os funcionários ali lotados agem como verdadeiros servidores púbicos, desenvolvendo suas atividades com satisfação, dedicação e empenhados em oferecer o melhor à população, a despeito de problemas estruturais, repito.

A UBS está em reformas e, mesmo assim, o incômodo que essa situação traz não impede que os serviços sejam bem ofertados, e o trabalho humana e satisfatoriamente realizados pelos que ali atuam. Estive lá algumas vezes e em todas repete-se o mesmo alto padrão de atendimento. Um exemplo.

DISCURSOS VAZIOS E…

Os membros do governo Bolsonaro que depõem na CPI da Pandemia se esquivam tanto de responder questões óbvias que deixam a entender que não fazem nada nos cargos que ocupam. No Ministério da Saúde, alguém negociou contratos e os responsáveis nunca sabem quem foi. Alguém deveria barrar contratos irregulares, mas o setor responsável parece não ter ninguém com tal atribuição.

…CARGOS SEM FUNÇÕES

A servidora Regina Célia Silva, do Departamento de Fiscalização de Contratos, afirmou ontem que não podia fiscalizar contratos de vacina porque não estaria entre suas atribuições. Já o diretor de Logística, Roberto Dias Ferreira, afirmou que não podia fazer nada na área sob sua responsabilidade, embora tenha tratado sobre compra de vacina. Regina permanece como Fiscal de Contratos do Ministério da Saúde. Roberto foi exonerado de seu cargo na mesma pasta.

LEGAL, MAS IMORAL

O instituto da reeleição é legítimo, legalmente previsto. Beleza. No caso da Câmara Municipal de Mossoró, há também a previsão legal de antecipação do pleito para a escolha da presidência do Legislativo. Embora legal, altamente imoral. Ora, veja, só, o atual presidente, vereador Lawrence Amorim (Solidariedade) tomou posse no cargo há pouco mais de 6 meses e tendo cumprido pouco mais de um quarto do tempo do mandato, já conseguiu se reeleger.

LEGAL, MAS IMORAL II

É preciso ressaltar que a antecipação da eleição ocorreu em ocasiões pretéritas, inclusive na legislatura anterior, quando a então vereadora Izabel Montenegro (MDB) foi reeleita para presidir o Legislativo mossoroense no dia 24 de fevereiro de 2017 para o biênio 2019/2020. No caso de Lawrence, pelo discurso pregado de nova política, esperava-se que velhas práticas como essa, malvistas pela população, não viessem a se repetir.

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