Roupa não tem validade

Acredito que estamos caminhando cada vez mais rumo a uma moda mais consciente e com propósito – o São Paulo Fashion Week 2020 nos trouxe uma certa esperança e alegria ao coração em relação a isso.

O estilista André Boffano da Modem, em sua apresentação através de um filme/desfile, trouxe uma reflexão a favor do reuso de roupas antigas, mostrando que quando combinadas com peças mais modernas, elas podem ganhar um novo sentido no armário.

 

Uma apresentação baseada no imaginário da marca, com peças que resgatam a essência do DNA da marca.

Peças de arquivo da grife foram colocadas em primeiro plano, enquanto modelos falavam sobre o que imaginam ser velho ou novo, passado e presente. Foi uma forma poética de tratar sobre o descarte de ideias e de tecidos que é comum nesse mercado.

Descreveu Boffano em seu Instagram acerca do apresentação: “Esta edição digital do SPFW trouxe novas ideias, novos desafios e, principalmente, a oportunidade de propor reflexões. […] O vídeo apresentado hoje durante a edição comemorativa de 25 anos do SPFW não foi para falar apenas de roupa, mas sim a minha forma de compartilhar algumas reflexões pessoais: qual a sua relação com o tempo? Qual a relação do tempo com a moda? O que é novo? O que é velho? Entender que o tempo não é apenas a duração relativa das coisas, mas sim milhões de oportunidades dadas para fazer algo melhor (para nós, para o planeta, para nossa comunidade) é essencial.”

 

Outra marca que também explorou essa questão de reutilizar e não colocar prazo de validade nas roupas foi a Amapô – um dos jeans mais bem conceituado do país – através do olhar das estilistas Carô Gold e Pitty Taliane.

As peças apresentadas por elas foram parcialmente recicladas de estoques e dos arquivos da marca.

 

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