Problemas no pagamento

A gestão Rosalba Ciarlini decidiu pagar apenas no apagar das luzes os salários de abril dos professores que fizeram greve (entre 8 de março e 17 de abril). Conforme acordado entre representantes da prefeitura e dirigentes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM), a administração teria até o dia 20 de maio (hoje) para fazer o desembolso, sob pena de pagamento de multa diária no valor de R$ 10 mil. O pagamento, no entanto, somente caiu na conta dos trabalhadores 2 minutos antes do fim do expediente bancário. Uma maldade, para dizer o mínimo. Por mais que a prefeita e/ou seus auxiliares tenham ficados chateados com tudo o que transcorreu durante a greve, já passou da hora de aparar essas arestas. Não dá para ficar “emburrado” igual a menino buchudo para o resto da vida. Não é papel de gestores públicos. Tampouco condiz com a importância dos cargos que ocupam. Esperar até o último minuto do prazo para pagar os salários pegou muito mal. Assim como já havia sido muito ruim, cortar o ponto dos trabalhadores e descontar os dias parados. Além da maldade em deixar centenas de famílias sem o seu sustento, Rosalba ainda deu combustível para que as próximas negociações sejam quentes. O primeiro encontro já está agendado: primeiro de agosto.

Erros em demasia
São muitas as reclamações dos professores que somente hoje receberam seus salários do mês de abril. Descontos indevidos, somas erradas, não pagamentos de vantagens, enfim, uma série de erros.

Marajás no serviço público
Parece que ainda vai demorar para que prefeitos, governadores e presidentes de Câmaras e Tribunais, além de outros órgãos públicos, tenham gesto de sensatez e coragem para acabar com os supersalários. Em Mossoró, em um dos poderes, há servidores com salários de R$ 25 mil. O negócio é tão bom que os detentores desses holerites não querem sequer se aposentar.

Foi dada a senha
O presidente Bolsonaro compartilhou um texto como se fosse seu em que afirma que o Brasil é ingovernável fora dos conchavos. E garantiu que só resta duas opções para quem está no poder – no caso ele: renunciar ou dar um golpe. Bolsonaro, sabemos todos, jamais terá a grandeza de deixar o cargo por vontade própria e de forma espontânea, afinal de contas, ele fez tudo o que foi possível e impossível – legal e ilegal – para chegar ao poder. Resta então?

Exigindo transparência
A Justiça do Rio Grande do Norte determinou que a prefeitura de Ipanguaçu regularize o Portal da Transparência. O prazo dado pelo Judiciário foi até agosto/2019.

Educação e Ciência
Mossoró sediará, no período de 27 a 31 de maio, o I Congresso Nacional de Ciência e Educação (I CONCED). Com o tema “Educação e Humanização: poética da condição humana”, o evento acontecerá na Faculdade Diocesana de Mossoró. As inscrições podem ser feitas em https://doity.com.br/conced.

Décimo Quarto
A prefeitura anunciou semana passada a relação das escolas vencedoras do Prêmio Décimo Quarto Salário. Entre os educadores da rede municipal de ensino duas reclamações. A primeira delas foi sobre o número diminuto de escolas contempladas: 6. A segunda, ainda mais grave, é que uma supervisora de uma escola que não estava na lista das ganhadoras (Escola Municipal Senador Dinarte Mariz) comemorou a conquista do primeiro lugar no prêmio (que no Jornal Oficial do Município ficou com a Escola Duarte Filho). A justificativa da Secretaria Municipal de Educação é que houve erro de digitação. Ninguém está acreditando. O resultado foi mudado no JOM de sexta-feira, 17/5. Pior para os profissionais da Escola Duarte Filho, que foram retirados do prêmio sem maiores explicações.

Será o fim?
Membros de igrejas evangélicas estão disparando nas redes sociais – sobretudo no whatsapp – mensagens de apoio ao presidente Bolsonaro. É uma tentativa de demonstrar apoio ao presidente depois das manifestações da semana passada em que o povo foi às ruas protestar contra o corte de verbas das universidades públicas.

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