Nada com coisa alguma



O presidente demitiu nesta segunda-feira, como era esperado, o ministro da Educação, colombiano Velez Rodrigues. Mesmo que tenha sido posto no cargo para não fazer nada do ponto de vista da melhoria educacional, Velez não conseguiu mostrar que tinha pelo menos um projeto de mentirinha para disfarçar a sua falta de intimidade com a pasta e, sobretudo, com a gestão educacional.

Como desgraça pouca é bobagem, o presidente nomeou para o posto um economista, Abraham Weintraub. Para não fugir de sua marca, Bolsonaro mentiu ao dizer que o indicado tem Doutorado. Disse ainda que Weintraub tem experiência em gestão. Esqueceu de dizer que é gestão de negócios (privados) e não de educação.

Se evitar o demite-admite sucessivo em que se tornou o Ministério da Educação nos seus primeiros meses de gestão, o novo ministro já terá feito muita coisa. O que, nesse caso, talvez não signifique quase nada.

Causa espécie, no entanto, que independente da ideologia que queira professar ou apagar, o presidente coloque no Ministério da Educação pessoas tão incompetentes (como Velez Rodrigues, por isso a demissão) quanto sem identificação para o cargo (como Weintraub).

Maria Helena Castro, ex-secretária-executiva do MEC, tem demonstrado preocupação com os desmandos do atual governo com a educação do país. Além de não ter um projeto para a educação, o governo Bolsonaro não consegue encaminhar questões simples, seja em que área for.

Que o novo ministro tenha um mínimo de capacidade para ao menos executar as ações que são comuns à pasta. Sob pena de corremos o risco de, ao final do governo, termos indicadores de educação tão ruis quanto aqueles registrados ao final da ditadura militar, os piores da história da educação brasileira. Se isso ocorrer, teremos a certeza que a mudança de Velez por Weintraub será a troca de nada por coisa alguma.

Corte de privilégios???
Com a Reforma da Previdência, a meta do governo Bolsonaro é economizar cerca de R$ 1,1 trilhão em dez anos com a reforma. Desse total, R$ 687 bilhões serão retirados do bolso dos trabalhadores privados, que hoje se aposentam pelo regime geral do INSS. Para os servidores federais civis, a economia será de R$ 202 bilhões. Já para os militares, será de apenas de R$ 10 bilhões.

Maldade em Macau
É de penúria a situação de grande parte dos aposentados egressos da Prefeitura Municipal de Macau. Eles amargam dois meses sem receber seus proventos. A prefeitura tem deixado acumular tais atrasos e a cada três meses quita apenas um mês. Com medo dessa situação, muitos são os servidores que, mesmo com os requisitos para aposentadoria preenchidos, não querem se aposentar.

Intransigência na cara
A prefeitura de Mossoró publicou no Jornal Oficial do Município (JOM) na edição de sexta-feira passada, 5/04, a progressão horizontal (mudança de classe) de alguns profissionais da educação. Essa é uma das reivindicações dos professores não atendidas pela prefeita Rosalba Ciarlini e que motivam a greve da categoria, que completou um mês hoje. Ao fazer a publicação das mudanças e sequer discutir com o sindicato dos trabalhadores sobre as condições dessa publicação, a prefeita Rosalba Ciarlini deixa muito claro sua intransigência. Parece birra mesmo.

Que regime é esse?
Jornalistas suspensos após criticar o presidente, veículos de comunicação excluídos de entrevistas coletivas, repórteres ameaçados de morte. Há quem acredite que estamos numa democracia?

Isenção no ENEM
Segue até a próxima quarta-feira. 10/4, o prazo para pedido de isenção da taxa de inscrição no ENEM. Podem solicitar a isenção da taxa os estudantes que estão cursando a última série do ensino médio, em 2019, em escola da rede pública; aqueles que cursaram todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsista integral na rede privada, com renda, por pessoa, igual ou menor que um salário mínimo e meio, o que, em valores de 2019, equivale a R$ 1.497. São também isentos os participantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, ou seja, membros de família de baixa renda com Número de Identificação Social (NIS), único e válido, com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo, R$ 499, ou renda familiar mensal de até três salários mínimos, R$ 2.994.

Mau exemplo
O dessa semana vem de Alto do Rodrigues, cidade em que o prefeito Abelardo Rodrigues Filho cancelou a oferta de ônibus escolar para os alunos da cidade que estudam no Instituto Federal de Educação Tecnológica (IFRN) campus de Ipanguaçu.

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