João Almino

Imortal mossoroense prova “fardão” da Academia Brasileira de Letras

“O que mais me emocionou foi a reação de meus conterrâneos de Mossoró e, muito especialmente, a da minha família”, conta Almino, que toma posse em 28 de julho, da Cadeira 22 da ABL.

A cidade de Mossoró tem história. Foi aqui, em 1927, que, pela primeira vez, uma mulher votou em eleições brasileiras. Agora, um filho da terra, João Almino, 67 anos, diplomata e escritor, que experimentou, ontem, o seu fardão, com o alfaiate Diógenes, foi eleito para integrar a Academia Brasileira de Letras. “O que mais me emocionou foi a reação de meus conterrâneos de Mossoró e, muito especialmente, a da minha família”, conta Almino, que toma posse em 28 de julho, da Cadeira 22 da ABL, que pertenceu a Ivo Pitanguy.

Radicado em Brasília, ele vai lançar, este ano, seu 7º romance, “Entre facas, algodão”, pela Record. O livro, como a maioria de sua obra, é ambientada na capital do país e nas cidades do entorno. “É a história de um homem que deixa a família em Taguatinga e vai para o Nordeste em busca de amor e vingança”, explica o cabra arretado.

Sobre João Almino

Nascido em 1950, o embaixador João Almino é autor de obras como “As Cinco Estações do Amor” (2001), vencedor do prêmio Casa de Las Americas de 2003, e “Cidade Livre” (2010), finalista dos prêmios Jabuti e Portugal-Telecom. Escreveu ainda ensaios literários e parte de sua obra de ficção está traduzida para o inglês, francês, espanhol, italiano e outras línguas.

Mestre em sociologia pela Universidade de Brasília (UnB) , João Almino é também autor de ensaios de filosofia política e de história. Os livros Os Democratas Autoritários (1980), Era uma Vez uma Constituinte (1985), A Idade do Presente (1985), O Segredo e a Informação (1986) e Naturezas Mortas (2004) são considerados referência para estudiosos da democracia e do autoritarismo.

O embaixador João Almino foi diretor do Instituto Rio Branco, a escola de formação dos diplomatas brasileiros. Além da UnB, lecionou na Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) e nas universidades de Berkeley, Stanford e Chicago, nos Estados Unidos, e defendeu tese de doutorado em História Comparada das Civilizações Contemporâneas em 1980 pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, de Paris, sob a direção do filósofo Claude Lefort.

Com informações da Coluna Ancelmo.com

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