Governo 100 escândalos

*Por Márcio Alexandre

“Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é”. Essa frase, falsamente atribuída a Lênin, nunca esteve tão em voga quanto atualmente no Brasil porque é exatamente o que os membros do Governo Federal, principalmente o presidente Bolsonaro, fazem. 

Em todos os cantos em que fala, Bolsonaro repete a cantilena: governos anteriores eram corruptos, só o dele é honesto. Não fosse tão asqueroso, seria possível rir quando o genocida afirma que até hoje o governo dele não tem um escândalo de corrupção. Concordo com ele: não tem um, mas vários.

Entre os muitos casos de corrupção, podemos citar como maior, mais tenebroso o da compra de vacina superfaturada. O imunizante Covaxin foi comprada por preço 1.000% acima do valor de mercado. Houve até empenho para o pagamento, que não se concretizou porque um servidor público concursado do Ministério da Saúde se recusou a concluir a compra, além de ter denunciado o esquema.

As compras superfaturadas (sempre elas) feitas pelo Exército são outro escândalo que Bolsonaro tenta fingir que não é em seu governo. Também não podemos esquecer que o tráfico de madeira ilegal, patrocinado por seu agora ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, também é gravíssimo.

O uso irregular, ilegal e imoral da estrutura estatal a serviço de Bolsonaro também é algo escandaloso. O aparelhamento dos órgãos governamentais de controle e fiscalização (TCU e PF) por exemplo, também são crimes, de corrupção, graves. O controle dos Hospitais Federais do Rio de Janeiro pelo senador Flávio Bolsonaro (filho de presidente e rei da rachadinha) é outro flagrante do uso do bem público de forma nada republicana.

Agora, mais recente, já se sabe que até mesmo no Banco Nacional de Desenvolvimentos Econômico e Social (BNDES) que Bolsonaro dizia ter uma caixa preta, tem é um monstrengo verde que pega empréstimo e não os paga. Além disso, também como descoberta recente, tomamos conhecimento que Flavio Bolsonaro (o serelepe lavador de chocolate) abriu as portas do BNDES para o presidente da Precisa Medicamentos, empresa que, ora só, intermediou a compra de vacina superfaturada.

Não dá para elencar, numa coluna apenas, tantos escândalos, mas não podemos deixar de lembrar que o ministro da Propaganda Genocida, Fábio Faria (aquele que mais acusa os outros de serem o que na verdade ele é que e é) precisa explicar o uso indevido de R$ 52 milhões. Bolsonaro tem razão: o governo dele não tem um caso de corrupção. O leitor pode ir fazendo a conta. Ainda traremos mais.

O MONSTRO…

Além de disseminar o vírus por onde passa, o presidente Bolsonaro tirou a máscara de uma criança quando esteve ontem no Rio Grande do Norte, no meio de uma aglomeração. Detalhe: A criança tem asma, doença respiratória crônica.

…OS FEIOS…

Os ministros potiguares Rogério Marinho (Ministério do Tratoraço) e Fábio Faria (Propaganda Genocida), sabujos de Bolsonaro, não usaram máscara quando estiveram acompanhando o presidente em agenda no Rio Grande do Norte. Mau exemplo seguido pelo prefeito de Angicos, Ronaldo Bezerra.

… A BELA…

Já Mariana Almeida, prefeita de Pau dos Ferros, deu banho de elegância, inteligência, sensatez e beleza ao utilizar máscara na recepção ao presidente.

…E O(A) TONTO(A)

A pessoa que entregou uma criança, portadora de doença grave, para alguém que tem comportamento irresponsável no enfrentamento da pandemia, não pode ser classificado de outra forma, que não seja tonta, tola, boba, má.

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