XII DIREC

Feira de Ciências mobiliza mais de 500 alunos e professores

Evento reúne quase 150 projetos nas várias áreas do conhecimento, estimulando cada vez mais os alunos a pesquisar

Melhorar a produtividade do tomateiro com um biofertilizante produzido a partir de algas marinhas. Estimular o voluntariado. Contribuir para melhorar a aprendizagem de alunos especiais. Tornar ainda mais inclusivo o trabalho com alunos com o espectro autista. Ou ainda ajudar as pessoas que sofrem com depressão.

Esses são alguns dos 146 projetos, das diversas áreas do conhecimento, em exposição na Décima Segunda Feira de Ciências da Décima Segunda Diretoria Regional de Educação e Cultura (DIREC), durante todo o dia de hoje, 16/8, no Centro de Educação Profissional Professor Francisco de Assis Pedrosa (CEEP) localizado no Alto de São Manoel (onde funcionou o CSU do Walfredo Gurgel).

A feira reúne projetos e experiências científicas de 47 escolas de 8 cidades sob jurisdição da XII DIREC, mobilizando 527 alunos e professores. Dos 146 em exposição nesta sexta-feira, 50 serão selecionados para a Feria de Ciências do Semiárido, promovida pela Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA).

Coordenadora da XII Feira de Ciências da XII Direc, a professora Dalvanir Marques aponta que o evento tem como propósito maior possibilitar aos estudantes descobrir a importância do seu protagonismo na produção do conhecimento e da ciência.

E o evento tem conseguido estimular a produção científica e trazido entusiasmo e felicidade aos alunos. Como no caso de Felipe Erick Medeiros, Sarah Camylle Bandeira e Stephany Medeiros de Lima, da Escola Estadual Maria Stella Pinheiro Costa, que ao perceberem as dificuldades enfrentadas por um colega de sala com deficiência, para desenvolver sua aprendizagem, pensaram num Projeto Educacional para Especiais (PEPE) aplicativo de celular que facilita o estudo por pessoas com deficiência física, auditiva e visual.

No caso da Escola Estadual Rui Barbosa, em Tibau, a Feira de Ciências estimulou um projeto científico permanente, cujas atividades são trabalhadas não apenas para a feira, mas como estímulo diário ao desenvolvimento da pesquisa científica por seus estudantes.

Da Escola Rui Barbosa foram selecionados 7 projetos, como o de Maria Isabel Ferreira e Mariana Ferreira (criação de biofertilizante à base de algas marinhas), e o de Adriano Silva e Nágila Bezerra.

Lilian Vitória Duarte e Maria Eduarda Lacerda, da Escola Estadual Moreira Dias, em Mossoró, criaram um projeto que buscou estudar as causas da depressão e propor alternativas para ajudar pessoas com esse problema. Adriano Silva e Nágila Bezerra, da Escola Rui Barbosa, iniciaram o projeto de forma prática: para estimular o voluntariado, começaram a fazer pinturas na escola. O exemplo foi atraindo cada vez mais pessoas. O resultado está exposto no projeto (com 70% das pessoas que responderam aos questionários dizendo ser importante o voluntariado, e 60% se dispondo a participar de ações voluntárias.
Para o diretor da XII DIREC, Jadson Arnaud, a feira já se institui como importante instrumento de incentivo à pesquisa, e se consolida como grande ferramenta de transformação da vida dos estudantes e até da sociedade.

Sua fala foi corroborada com pensamento exposto pela estudante Ekaterine Mirela, que ganhou o prêmio da Sociedade Americana de Patentes a partir de projeto criado para a Feira de Ciências da XII DIREC. “A feira não é apenas viagem. Não é somente o prêmio. A feira é principalmente mudança de vida”, discursou Ekaterine durante cerimônia de abertura do evento, na manhã desta sexta-feira. Aluna do curso de Engenharia da Ufersa, Ekaterine foi categórica. “Só estou na universidade hoje porque a feira mudou minha forma de pensar e de ver o mundo”.

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