Adiamento

Fecomércio reage com “desânimo” à não reabertura da economia

Entidade diz que setor produtivo enfrenta a maior e mais profunda crise de sua história

A Federação do Comércio do Rio Grande do Norte (FECOMÉRCIO/RN) lamentou a decisão do Governo do Estado de adiar a reabertura gradual da economia estadual, prevista para esta quarta-feira. Por decreto, a governador prorrogou as atuais regras de isolamento social para 1º de julho, mesma data em que as atividades econômicas poderão ser reabertas. Veja mais aqui.

Em nota, a FECOMÉRCIO/RN apresentou o seu “lamento”, “desânimo” e “preocupação” com o adiamento. “Mais uma vez assistimos, com imensa preocupação, um adiamento do início efetivo da Retomada Gradual das Atividades Econômicas no Rio Grande do Norte. Infelizmente, não temos autoridade institucional para nenhuma atitude além das que já temos tomado”, afirmou a FECOMÉRCIO/RN.

Para a entidade, durante muitos anos vigorou no Estado uma postura que manteve a estrutura hospitalar potiguar à beira de um colapso e que, agora, com a pandemia da Covid-19, essa situação se agravou, impondo também ao sistema produtivo a maior e mais profunda crise financeira de sua história.

A FECOMÉRCIO/RN reafirmou que continuará cobrando dos gestores públicos a implementação de medidas que possibilitem a retomada gradual da economia. Veja a nota na íntegra:

Nosso lamento, nosso desânimo e nossa preocupação

Mais uma vez assistimos, com imensa preocupação, um adiamento do início efetivo da Retomada Gradual das Atividades Econômicas no Rio Grande do Norte. Infelizmente, não temos autoridade institucional para nenhuma atitude além das que já temos tomado.

Temos contribuído fortemente, desde o início, com todas as ações de suporte à sociedade e, de forma direta e indireta, com os governos municipais e estadual.

No entanto, parece que tudo tem sido em vão. O desânimo é inevitável.

Somos vítimas, como toda a sociedade potiguar, de uma postura que, por anos a fio, manteve nossa estrutura de saúde pública à beira de um colapso. E este colapso chegou com uma força descomunal – embora previsível – agora.

Um cenário que além de colocar em risco a vida de todos os norteriograndenses, tem imposto ao setor produtivo do estado a maior e mais profunda crise de sua história, com consequências nefastas e praticamente imprevisíveis a curto, médio e longo prazos.

A nós, resta lamentar que todo o trabalho que fizemos não tenha sido suficiente. Um trabalho que, além do suporte à sociedade e aos governos, já citados, inclui, ainda um protocolo técnico de retomada e a preparação detalhada de empreendedores e colaboradores para aplicá-lo. Faltaram os governos! Todos, em todas as esferas!

Seguiremos aguardando – e cobrando – ações efetivas dos gestores públicos que possam viabilizar a retomada, que é urgente.

E, infelizmente, colecionando portas fechadas, empregos perdidos e histórias de desespero e falta de perspectiva. Vendo se esvair a dignidade de tantos empreendedores e trabalhadores deste estado, ceifada por um cenário que não fomos nós que criamos e sobre o qual, temos certeza, agimos muito além de nossas forças.

À sociedade, por fim, alertamos: a conta de tudo isso já está chegando.

E ela também não será baixa.

FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DE BENS, SERVIÇOS E TURISMO DO ESTADO DO RN (FECOMÉRCIO RN)

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