Especulações e espetacularização: nosso interesse pelo sangue

*Por Márcio Alexandre

Um dos assuntos que tem rendido muita pesquisa no meio acadêmico é como espetacularização dos crimes de sangue atrai a população. Não sem razão, a maioria dos veículos de imprensa tem transformado operações policiais em verdadeiros realities shows.

Com o caso Lázaro Barbosa não foi diferente. Após 19 dias de buscas, nesta segunda-feira, 28/6, as forças policiais conseguiram encontrar o criminoso. Paradoxalmente, quanto mais se esperava que o bandido fosse pego vivo, a polícia o matou.

Não entro no mérito de como se deu a morte porque não acompanhei a operação in loco. Mas fica a sensação de que se esticou a corda para que a morte do latrocida fosse justificável. Não o é. Até pela forma como espetacularizou-se a sua procura, com sua descida à sepultura muitas perguntas ficaram no ar.

Com perguntas sem respostas, sobram as especulações. E não tem sido poucas. Quais suas motivações para as mortes? Como um homem conseguiu ficar quase 20 dias sem ser encontrado por 400 policiais munidos dos mais modernos aparelhos de buscas? Quem o ajudou? Por que ajudaram? São algumas das questões que respondidas ajudariam a própria polícia em eventuais casos parecidos que possam ocorrer no futuro.

Com a morte de Lázaro, se multiplicarão as especulações. E quando mais se especula, mais se afasta da verdade. E assim perdem todos. Há muitos Lázaros por aí. Matando por dinheiro ou maldade. Precisamos aprender a ter mais interesse pelos fatos do que pelo sangue.

REINALDO E FÁBIO

O jornalista Reinaldo Azevedo (Uol) tratou o ministro da Propaganda Genocida, Fábio Faria (PSD) como ele realmente é e conforme temos dito reiteradas vezes aqui: é um ser desprezível.

MOTIVO DO AVANÇO

A Prefeitura de Mossoró já está vacinando pessoas com 42 anos. Uma ótima notícia, no entanto, ela precisa ser melhor analisada. Saber se o avanço é fruto da celeridade imposta pelo município ou se é porque alguns grupos estão deixando de procurar o imunizante.

RECUSA POLICIAL

Cerca de 250 policiais recusaram tomar a vacina no Rio Grande do Norte. Penso que servidor público que presta serviço à população, inclusive com contato físico, precisa ser imunizado. Não basta apenas o querer dele. O que está em jogo é a vida dos outros. Governo deveria baixar decreto com questão simples: sem imunização, nada de ir para a rua.

FERNANDA VENTURINI

Falar em criatura desprezível é lembrar da postura da ex-jogadora Fernanda Venturini. Num país tomado por fake News, e no meio de uma pandemia mortal, Venturini presta um grande desserviço ao povo brasileiro ao dizer que é contra a vacina. Para piorar, ainda teve a atitude hipócrita de tomar o imunizante. Venturini é um chorume do bolsonarismo.

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