Ciências

Escolas de Mossoró são premiadas em feira nacional

Projetos de unidades estaduais de educação conseguiram as primeiras colocações

Os dois projetos das escolas públicas de Mossoró conseguiram as primeiras colocações na Feira Brasileira de de Jovens Cientistas. O resultado, divulgado ontem, mostra a importância da escola pública e reflete o apoio que o Governo do Estado tem dado a essas importantes atividades.

“É importante e necessário que as redes de educação, estadual e municipais, estejam sempre apoiando esse tipo de ação pedagógica, que despertam o interesse dos alunos para a ciência e contribuem para a sociedade com a apresentação de proposições para os problemas”, ressalta Jadson Arnaud, diretor da Décima Segunda Diretoria Regional de Educação e Cultura (12ª DIREC) órgão da Secretaria Estadual de Educação e Cultura do Rio Grande do Norte (SEEC/RN) e que tem jurisdição sobre as escolas cujos trabalhos científicos foram premiados.

O projeto “Reaproveitamento de resíduos de madeira na fabricação de bioplásticos destinados à confecção de couro vegetal” ficou em primeiro lugar em Sustentabilidade.

Lucas Gabriel Alves de Morais, autor do projeto, decidiu trabalhar uma proposta na área da sustentabilidade, ao perceber os problemas ambientais atuais. “Queria contribuir para ajudar a diminuir esses problemas e seus impactos”, justificou. Ele era aluno do 1º Ano do Ensino Médio, da Escola Estadual Hermógenes Nogueira, no ano passado, quando desenvolveu o projeto, sob orientação da professora Elivanuza Rocha. Lucas ganhou certificado e uma camisa da feira. Não havia credencial em disputa.

Já o projeto “Canudo biodegradável à base de fibra da fibra de coco: cocanudo”, ficou em segundo lugar em Ciências Biológicas e da Saúde. O trabalho foi desenvolvido pelos estudantes João Lucas Galdino Duarte, Khyara Luanny de Lima Fernandes e Loise dos Santos, que cursavam o o segundo ano do Ensino Médio integrado ao Curso Técnico de Nutrição e Dietética do Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) Professor Francisco de Assis Pedrosa, em 2019, quando o trabalho foi desenvolvido.

Para esses estudantes, as feiras anteriores – na escola, na Direc, na Ufersa -, foram fundamentais para o sucesso do trabalho. “A cada sugestão dos avaliadores, a cada orientação, formos aperfeiçoando nosso projeto porque queríamos fazer um bom trabalho e essas observações foram essenciais”, destaca Khyara Fernandes.

O projeto, sob orientação da professora Kelvilane Queiroz, ganhou credencial para a Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências de Mato Grosso do Sul, que será realizada nos dias 5 e 9 de outubro próximo. O evento está previsto para ser presencial caso a pandemia da Covid-19 permita. Se não for possível, ocorrerá de forma virtual.

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