E se tudo estivesse sujo?

Trabalhadores que estão na linha de frente da prevenção e combate ao novo coronavírus devem ser sempre lembrados, homenageados, saudados, reconhecidos e recompensados. Muita gente que está inclusive arriscando a própria vida. Alguns pagando com esse bem insubstituível.

Reportagens em telejornais, matérias em sites e portais, e postagens em redes sociais tem feito o devido registro. Na área da saúde, no entanto, vejo uma breve omissão. Involuntária, acredito. Médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, merecidamente, sendo reconhecidos por sua luta. Mas falta mais gente.

Nos hospitais há outros bravos e valorosos profissionais dando sua grande e prestimosa contribuição, também colocando em risco suas vidas. Não são seres invisíveis. Não são ectoplasmas. São pessoas de carne, osso e coragem.

Faxineiros, lavandeiras, auxiliares de serviços gerais, porteiros, recepcionistas, maqueiros, cozinheiros, auxiliares de cozinha. Gente com força e fé. Empreendendo suor e sonhos. Pessoas que também adoecem. E que voltam à batalha. Sem holofotes, mas com bravura.

A invisibilidade que alguns setores da sociedade relegam a esses humanos imprescindíveis machuca tanto quanto a própria Covid-19. Marca na alma. Mexe no peito. Mas não os fazem desistir. Não os apequena. Não os diminui. Seguem firmes, grande fortaleza de apoio ao também fundamental e necessário trabalho dos não menos importantes médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

Quer saber a necessidade do labor de cada um deles, pense: e se não houvesse quem fizesse anotações? E não tivesse quem abrisse as portas? E como ficariam os hospitais sem comida? E se faltasse quem pegasse, com cuidado e carinho, aqueles que seguem nas macas e ambulâncias? E se tudo tivesse sujo?

Nosso reconhecimento a todos os profissionais que lutam na prevenção e combate à Covid-19. Em todos os cantos. Em todas as áreas. De todos os lugares. Em todas as tarefas. Tão preciosos quanto o ar que falta aos que lutam para sobreviver em tão nefasta pandemia. Que não lhes seja negado nada. Por questão de justiça e humanidade.

ATÉ QUANDO?

Quanto mais mente, quanto mais faz maldades, quanto mais irresponsável é, mais parece que o presidente se mantém firme no cargo. Tão incompressível quanto isso é ver que ainda tem alguns que defendem Bolsonaro e sua sanha mórbida e corrupta.

DEFENDER O QUÊ?

Imprensa nacional traz a gravíssima denúncia de que o Governo Bolsonaro pagou, indevidamente, o auxílio emergencial a quase 190 mil militares da ativa. Ilegal e imoral. O presidente vai dar chilique, vai desrespeitar a imprensa e, no fim, não vai explicar. Talvez um dia diga que foi erro.

FIM DA ANORMALIDADE

As pessoas ansiosas para o fim desse momento de anormalidade criado com a pandemia do coronavírus. O anormal só vai embora quando as pessoas fizerem o que se pede: ficar em casa. Se todo mundo que puder ficar em casa cumprir a sua parte, as chances de voltarmos à normalidade aumentam. Por enquanto, elas são zero.

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