DURA LEX SED LEX

Não poderia ser diferente do que acontece em todos os meios de comunicação, vamos começar nossa conversa falando da prisão do ex-presidente Lula. E, só para registro em latim eu diria: dura lex sed lex, que traduzido para um bom português fala que “a lei é dura, mas é a lei”. Como sempre pediram nesse país que ela assim o fosse para pobres, ricos, famosos ou anônimos, ela até tardou, porém vai deixando de falhar. Claro que a caminhada tem sido e ainda será muito dura, no entanto não podemos desconhecer que passos importantes para diminuir a impunidade, vão sendo dados. E a prisão do ex-presidente Lula é um exemplo positivo em relação ao fato de que, ninguém estará acima da lei no Brasil de dimensões continentais. Então, isso posto, cuidemos de manter nossa caminhada na estrada da lei, sem tropeçar em propina ou algo do gênero que esteja em desacordo com o legal, pois do contrário a sentença pode ser dura mas é a lei.

O SUPREMO EXPOSTO

Em meio aos últimos acontecimentos, surge um questionamento sobre a exposição do Supremo Tribunal Federal (STF). Suas reuniões, devem ou não continuar sendo transmitidas ao vivo? Opinando apenas pelo aspecto de quem gosta de acompanhar os debates, não tenho dúvidas de que deve continuar, porém, no que diz respeito a preservação da imagem desse poder, seria bom pensar melhor. O desgaste tem sido grande, principalmente quando atingem políticos que não conseguem descer do palanque eleitoral. Além é claro, dos próprios membros do tribunal, alguns deles, que se posicionam um pouco distante da ética, por exemplo, quando se prestam a julgar questões envolvendo bons amigos. A questão é delicada é precisa ser vista com cuidado.

FÁBRICA DE CANDIDATOS

Já não vivemos mais aquele tempo no qual um postulante a cargo público nascia das lutas estudantis, sindicais, partidárias e até de lideranças de bairros, só para exemplificar. Hoje, quando um parente próximo daquele que se encontra no poder não consegue se firmar profissionalmente na vida, arruma-se a situação para que ele seja vereador, prefeito ou deputado. Mas, também existem aqueles que, pela força do dinheiro, também tentam, digamos assim, “negociar” uma candidatura. Resumindo tudo isso para não esticar muito a conversa, essa situação só vem fortalecer a tese de que vivemos uma carência de verdadeiros líderes. E líder na concepção maior da palavra, e não um ser populista que consegue manipular uma cambada de fanáticos com favores oficialmente, alguns deles, garantidos.

DEZ CANDIDADOS

Ainda falando em “fabricando candidatos”, andei ouvindo e lendo no noticiário que, somente de Mossoró, serão dez postulantes na condição de deputados com possibilidade de aumento. Se continuar minando, vamos ter que montar uma assembleia ou congresso somente com mossoroenses. Claro, se alguém se dispor a peneirar, poucos passam em relação a sua capacidade legislativa e autêntica liderança.

OS INDEPENDENTES NA CMM

Atitude corajosa e, provavelmente, de pouco conhecimento ou falta de uma avaliação mais profunda sobre os riscos de enveredar por este caminho. Quando falo conhecimento a minha referência é o fato de, por duas oportunidades, ter acompanhado na Câmara Municipal de Mossoró tal formação. O resultado é que, nas duas formações em momentos distintos, seus idealizadores e membros não conseguiram renovar seus mandatos. Claro, esse registro que faz a história do legislativo mossoroense não significa que tudo obrigatoriamente irá se repetir, longe disso. No entanto, como acompanhei de perto as duas primeiras tentativas frustradas de um bloco independente da situação ou oposição, e hoje também observo a cena de perto, me senti tocado a fazer este breve comentário. Enfim, os primeiros blocos não situacionistas ou oposicionistas declarados, não foram bem sucedidos.

MENSAGEM

“LEMBRAR É ´FACIL PARA QUEM TEM MEMÓRIA, ESQUECER É DIFÍCIL PARA QUEM TEM CORAÇÃO”. – William Shakespeare.

ASFARN EM TIBAU

Quem não se lembra do Clube ASFARN no Abolição III em Mossoró? Claro, a turma da época ainda tem em sua cota de recordações. Pois bem, faz tempo que deixou de funcionar na terra da padroeira Santa Luzia, porém a Associação dos Auditores Fiscais do Rio Grande do Norte, com serviço de bar, restaurante e pousada, encontrou abrigo na terra da padroeira Santa Terezinha em Tibau. Já visitei o local na praia das Emanuelas, ali na rua Dr. Assis Cachacinha e, posso recomendar, excelente comida. Daqui desejo sucesso aos seus administradores (restaurante e pousada) Fabiano e Edilma.

VENTO FORTE NO “TAMBORETE” DO SENADO

Serão duas cadeiras em disputa para o senado nas próximas eleições no Rio Grande do Norte e, um dos assentos anda sendo cogitado, ou melhor, paquerado pelo ex-governador Geraldo Melo, ou seja, o vento forte vai soprando em direção a um “tamborete” no senado. E, até pouco tempo fora de qualquer disputa, Geraldo Melo já chega provocando correria. Comenta-se a boca pequena que o senador José Agripino, acuado com o novo quadro estaria disposto a migrar em direção a luta por uma vaga de deputado federal. Esse vento é forte mesmo.

Em tempo: Para quem não acompanhou, os termos “vento forte” e “tamborete” eram usados por Geraldo Melo em seu marketing campanha ao governo do Rio Grande do Norte nas eleições de 2016.

DIREITO DE IR E VIR NA CF/88

Nesses tempos em que tanto se fala nas garantias constitucionais, seria bom não esquecer elas valem para todos, e não apenas quando nos convém. Um bom exemplo é o direito de ir e vir expresso na constituição federal de 1988 em seu artigo 5º, inciso XV. Diz assim: “É livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou sair com seus bens”. Podemos resumir, só para reforçar, dizendo que todo cidadão tem direito de se locomover livremente nas ruas, nas praças, nos lugares públicos, sem temor de serem privados de locomoção. Qualquer pregação fora desse contexto é querer desrespeitar a lei maior, rasgar a constituição e promover a baderna. E isso não é bom para ninguém.

CIDADE JUNINA SEM MÚSICO LOCAL

Embora a prefeitura tenha aberto o período para receber proposta de bandas e músicos de Mossoró, a turma não tem mostrado interesse em participar da festa denominada de “Mossoró Cidade Junina”. Áudios, possivelmente de músicos e proprietários de bandas estão sendo divulgados em grupos de whatsApp fazendo esse tipo de colocação, ou seja, não querem participar. E, pelo visto, tem fundamento essa história. Desde a segunda-feira, 09, uma publicidade da secretaria de cultura diz que foi prorrogado o prazo para o chamamento público de artistas locais para o MCJ. Os motivos alegados dizem respeito a pouca ou nenhuma divulgação desses artistas no evento e, a demora no pagamento pelo show. O segundo ponto tem provocado até desentendimento entre músicos e donos de banda que são acusados de receber da prefeitura e não repassar. Como despesa de banda é imediata, a demora no pagamento gera muita confusão. Alega-se.

CHUVA: ALEGRIA E TRANSTORNOS

Esperada pelo homem do campo de forma suficiente para garantir seu plantio e colheita, ela também é motivo de preocupação. Assim acontece com a chuva que gera alegria na zona rural e alguns transtornos no perímetro urbano dos municípios. Com Mossoró não tem sido diferente nos últimos dias quando já se fala em milho e feijão verde no campo e muita confusão na cidade. Lixo acumulado em pontos sensíveis a inundação, tem sido o grande problema. A água que se acumula na rua, acaba invadindo casas e essa conta tem que ser dividida. Ao mesmo tempo em que cobramos providências por parte do poder público, também não podemos esquecer a população, em particular aqueles que insistem transformar algum trecho de sua rua em lixão. Se cada um de nós não tomar consciência de que vivemos em sociedade e a responsabilidade é coletiva, vamos seguir enfrentando esse tipo de problema que poderia ser evitado ou, no mínimo, amenizado.

 

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