Comunismo como desculpa

O presidente Bolsonaro executa, com a velocidade de um supersônico, o projeto Estado mínimo. Muitas são as medidas postas em prática já: reforma da previdência, fim do seguro DPVAT, taxação do seguro-desemprego, redução da multa do FGTS por demissão sem justa causa. Outras estão em curso: redução de salário de servidores públicos, fim da estabilidade do funcionalismo, privatizações a rodo (inclusive do Banco do Brasil), extinção da obrigatoriedade de registros profissionais, fim da unicidade sindical, desobrigação do Estado de construir novas escolas; extinção do Sistema Único de Saúde (SUS), e fim da permanência do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB).

São medidas que, além de tonarem o Estado cada vez menor, deixarão a maioria da população pobre ainda mais pobre e aumentará a desigualdade social. Não precisa ser PhD em Economia ou em Ciências Sociais para perceber que essa será a realidade brasileira no médio prazo.

Não causa surpresa que isso vá acontecer. Causa surpresa que grande parcela da população aceite isso com normalidade. Gente que, tomada pelo falso discurso de valorização da família, ignore que haverá extinção das pessoas.

Gente que quer fazer crer que há racionalidade em difundir que comunismo é crime, que esquerda é doença e que só uma pessoa no país fala a verdade: o mentiroso, desrespeitoso, maledicente e maldoso presidente Bolsonaro.

Poderíamos imaginar que essas pessoas que aceitam todas as maldades do presidente estejam tomadas pela Síndrome de Estocolmo, situação em que as vítimas se sentem atraídas por seus algozes. Não estão. Quem difunde a ideia de que ser de esquerda e/ou ser comunista se constitui em criminoso é, na verdade, quem age criminosamente. Para impedir que haja igualdade, que haja democracia, que haja respeito a direitos. Infelizmente, esses são os que mais contribuem para que estejamos todos, num futuro próximo, imersos na lama da miséria.

E OS CONSIGNADOS?

A prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini, parece não estar nem aí para as necessidades dos servidores. Além de ficar apenas na promessa para algumas categorias, para outras nega o que a lei determina. E para todos aqueles que precisam reorganizar as contas, a prefeita não dá nem notícia de quando vai garantir a retomada dos empréstimos consignados.

RETOMADA DO ESTADO

Apesar de Robinson Faria ter deixado uma dívida de mais de R$ 100 milhões com o Banco do Brasil por não ter feito os repasses dos consignados dos servidores estaduais, a governadora Fátima Bezerra negociou com o banco e a as novas operações de crédito entre o banco e os trabalhadores foram retomados.

PELA FAMÍLIA

Falso moralista, o presidente Bolsonaro afirma que seu governo é pela família. O detalhe é que ele está no segundo casamento. Bolsonaro é casado com Michele, bem mais nova do que ele. Principal porta-voz do Bolsonarismo na mídia, o jornalista Alexandre Garcia também defende a família, assim como seu patrão. Coincidentemente, também está no segundo casamento.

 

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