A TRILHA POÉTICA DE VANDA JACINTO

Dulce Cavalcante

A AFLAM, hoje, sente-se  envaidecida e, tomada pela  alegria de dar assento a uma nova acadêmica, levando-a  enfileirar-se em suas hostes literárias e culturais. Estou falando de Vanda Maria Jacinto, uma paulista, que fez o caminho inverso do que acontecia há muitos anos atrás.

Vanda Jacinto me incumbiu dessa  tarefa de  apresentá-la à AFLAM nesse  momento tão importante de sua vida. E, eu tentarei dar às minhas palavras as cores que merece a nossa neoacadêmica. Nos idos de 1980, ela  chegou ao Rio Grande do Norte pela mão de João  Jacinto Neto, marido e companheiro dessa jornada. O longínquo Nordeste, para o Sul do país  há 40 anos, era como um lugar inatingível, mas possível. Uma viagem  importante, pois, trazia no bojo a busca por uma mudança total no começo da vida de casados e, também o  intuito  de fincar  raízes em terras potiguares. O casal trazia na  bagagem os sonhos, a esperança e os 2  filhos pequenos. Juntos havia ainda,  a coragem de trilhar  novos caminhos, dificuldades no enfrentamento do desconhecido e adaptação de convivência com  a família do esposo, que os acolheriam.

Uma nova terra e um horizonte totalmente novo delineariam os passos do jovem casal dali em diante. Pouco tempo depois e quase já adaptados foram surpreendidos com a notícia de um 3º filho a caminho. Contudo a chegada do bebê não arrefeceu os ânimos dessa mulher companheira e mãe dedicada. Embora, com tantos atropelos de dona de casa, foi sacudida pela ânsia e necessidade de  concluir os estudos interrompidos. E assim o fez.

Com determinação, concluiu  o magistério, em seguida se submeteu ao vestibular na UERN para o curso de Pedagogia. Venceu. Passou no concurso da Secretaria de Educação do  estado do Rio Grande do Norte, indo  exercer o ofício para o qual se preparara. As letras estiveram presentes em toda sua vida mas, sempre foram  postergadas dado o tempo exíguo que lhe restava na rotina diária.  O que escrevia, naturalmente ia para gaveta, lugar aonde se guardam as palavras e os sonhos idealizados. Filhos criados e encaminhados,  esse prazer de escrever fez-se mais exigente e urgente.

O Café&Poesia ensejou-lhe uma porta de entrada para o mundo das Letras. Foi o momento que ela encontrou na cidade de Mossoró, os grupos e reuniões literárias interessantes, a chance, tímida ainda, de  exercer as necessidades básicas de escritora como lhes traçaram os sonhos. Lançou o 1º livro “Rabiscando os caminhos da prosa”, o 2º “O amor  no tempo e no espaço” e o 3º “Portal do tempo”, aguardando para ser lançado numa ocasião futura. Foram muitas Coletâneas na cidade e no pais  e , alguns prêmios literários concedidos dado a fluência e beleza de sua escrita. Outra vez a profícua porta se abriu generosamente e,  a fez enveredar  por outros  caminhos. As suas  crônicas do cotidiano, a bela e comovente poesia, levou pela mão a transpor com maestria os portais  das Academias de Mossoró. Primeiro  foi a Academia de Ciências Sociais e Justiça: ACJUS, em seguida a AMOL: Academia Mossoroense de Letras. Hoje, dia 19 de novembro de 2021 enseja o  tão esperado e importante momento de  vivenciarmos mesmo virtualmente, a entrada de Vanda Maria  jacinto na AFLAM. Com certeza a nova acadêmica  enriquecerá esse Sodalício com os seus pendores poéticos e trará para nós  o já famoso: “Poetizando o nosso dia”.

Portanto, temos a satisfação de empossá-la como membro efetivo, ocupando a cadeira de nº 15 cuja, patrona é a célebre potiguar Nísia Floresta. O brilho e o ar solene  reveste a magna   Assembleia ,os presentes e, os que prestigiam a sessão Normativa e Extraordinária, mesmo virtualmente, certamente, testemunharão esse instante. Com a simbologia e solenidade  que o momento exige a Presidente da AFLAM Taniamá Vieira Barreto com o direito que cargo lhe concede, dá posse a Vanda Maria Jacinto como o novo membro da Academia  Feminina de Letras e Artes Mossoroense.

Muito obrigada


Dulcinéia Aguiar Cavalcante e Silva – Poetisa, Escritora, Poetisa e Imortal da Academia Feminina de Artes e Letras Mossoroense – AFLAM, ocupante da CADEIRA 18. Integra as confrarias: Café e Poesia e As Traças. Cronista Jornal De Fato e agente cultural da confraria Sem Eira nem Beira. Participa como coautora de várias coletâneas, além de autoria solo dos seguintes livros: Quatro Estações, Poltrona Azul, Bicicleta de Papel, … um chão para memórias soltas. Sua mais recente obra é Outanias.
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