A guarda que nos guarda

Apesar da difícil missão que é o combate ao crescimento da violência, não podemos deixar de reconhecer o bom trabalho que vem realizando em Mossoró-RN, a Guarda Civil Municipal, a guarda que nos guarda. Essa equipe passou de, meros vigias de praças e demais patrimônios do município, para agentes da segurança geral, linha de frente na proteção da sociedade. Papel que vem cumprindo muito bem como suporte a missão ostensiva já desenvolvida pela polícia militar e o trabalho de investigação da polícia civil.

Acompanhando o noticiário nos últimos dias observei que sempre era citada uma intervenção da guarda em uma ação de combate aos marginais. Seja inibindo um crime ou já detendo seus atores. E essa presença não é algo novo, desde a sua criação tem se mostrado efetivo no combate ao crime e, por esse motivo, merece sim todo o aparelhamento possível para deixar o grupo mais qualificado e preparado para essa tarefa difícil que é o combate ao crime. Que a guarda que nos guarda possa crescer e com esse crescimento venha também a diminuição da violência em Mossoró. Parabéns e sucesso a todos os envolvidos com a GCM.


SITUAÇÃO DELICADA DOS BARRAQUEIROS

Sem vender o dinheiro no caixa e alguns comerciantes, por exemplo, que possuem barracos na orla marítima entre as cidades de Tibau-RN e Icapuí-CE, foram obrigados a consumir aquilo que tinham em casa. A questão é, como não aconteceu a venda o capital não girou e já começa a faltar também o que comer. Para sobreviver, já existem casos, a turma tem ficado na dependência de doações e o quadro para alguns deles já é deprimente.

Se os governantes que acham fácil mandar fechar tudo por conta de sua incompetência em não manter com qualidade o serviço de assistência à saúde não mudar de postura, vai gerar um quadro de miséria. Espero que a intenção por trás de tudo não seja essa. Volto a lembrar do período da eleição quando todas essas autoridades promoveram aglomerações e agora querem fechar sem medir as consequências. Se a cada campanha as promessas de investir na saúde fosses concretizadas, hoje não existiria tanta deficiência. Acorda povo!

VOZES DA SECA E O TALENTO POTIGUAR

Na coluna anterior fazendo uma analogia entre a letra da música “Vozes da Seca” e a situação que vivemos hoje de pandemia que pode nos levar “as vozes do desemprego e da fome”, lembrei que a música foi sucesso na interpretação de Luiz Gonzaga. Mas, seguindo a linha das lembranças, meu irmão Amós Oliveira alertou para o fato de que, tem talento potiguar no sucesso da música, além da excelente interpretação do Rei do Baião.

O compositor responsável pela belíssima letra “Vozes da Seca”, narrando a luta dos nordestinos em mais um período de seca, é o norte-rio-grandense Zé Dantas, médico que residia no Rio de Janeiro. Natural da cidade de Carnaúba dos Dantas, ele é avô, por parte de mãe, da cantora Marina Elali. Zé Dantas, ao lado de Humberto Teixeira, acrescenta Amós em sua informação, foi um dos principais parceiros de Luiz Gonzaga. É o talento potiguar presente no cenário nacional da boa música.

VACINAÇÃO NECESSÁRIA OU FURA FILA?

Um embate interessante foi travado entre a vereadora Marleide Cunha (PT) e Raério Araújo (PSD). A parlamentar petista apresentou um Projeto de Lei, e foi aprovado, autorizando a inclusão dos profissionais da educação em Mossoró entre as categorias essenciais, com prioridade para receber a vacina contra Covid-19. Por sua vez, contrário a proposta, Raério considerou a medida como “fura fila”, acreditando ele que essa situação irá atrasar a vacinação dos mais idosos e atrapalhar o cronograma já estabelecido.

Na defesa do seu projeto Marleide argumentou que os professores estão sendo obrigados a retornar as aulas presenciais e, sem vacina, isso não seria possível e nem seguro para a sua saúde. O vereador Raério rebate dizendo que tem professores em sua família que consideram a matéria desnecessária. Realmente, é um tema delicado, mas como já foi aprovado, agora é correr atrás dos governos do estado e federal para que as vacinas sejam suficientes para todos, já que a proposta abrange a rede municipal, estadual e também particular de ensino.

TRÊS MURROS NA MESA

E atenção, não convidem ou tenham muito cuidado ao convidar para o mesmo ambiente, o vereador Didi de Arnor (Republicanos) e o prefeito Allyson Bezerra (SD). O nobre edil rompeu pra valer suas relações com o chefe do executivo mossoroense e não esconde sua insatisfação. Em pronunciamento durante uma sessão da Câmara Municipal, Didi foi firme e disse: “Quando alguém pensar que é mais importante que você e meter um murro na mesa, não baixe a cabeça, meta três murros na mesma mesa”. Gostei, o homem é destemido e sincero.

Didí de Arnor disse que não barganhou nada, apenas exige respeito como vereador e cidadão representante do povo. Pelo visto, foi assim que entendi, o prefeito Allyson Bezerra parece não ser muito afeito ao diálogo que foge a sua linha de orientação. O vereador ainda mandou um recado para que ninguém baixe a cabeça. Considero pouco provável, porem estão falando que a debandada pode continuar nos próximos dias. Aguardemos os acontecimentos.

ASSALTO NA RUA E NA FILA DE VACINAÇÃO

Enquanto a polícia é obrigada a seguir as ordens emanadas dos decretos governamentais para inibir a ação de quem quer trabalhar honestamente abrindo seu comercio, os bandidos seguem fazendo suas vítimas pelas ruas e filas. Em plena luz do dia, duas mulheres bem equipadas com armas de fogo, assaltaram uma vítima impotente no conjunto Liberdade I. Praticamente no mesmo período, idosos eram assaltados na fila de vacinação no Abolição III. Tudo isso no “país” de Mossoró.

Tentando rimar com base na cantiga – Mourão Voltado; podemos assim dizer: A minha cidade, meu estado e o meu país está bem dentro de um buraco profundo. Vai ferrando todo mundo que tenta honestamente ganhar um trocado. Falam que é por conta da pandemia e se não fosse nada disso estaria, vejam que povo atrapalhado. Isso é que é mourão voltado, isso é que é voltar mourão, que povo atrapalhado, isso é que é mourão voltado, isso é que é voltar mourão.

Em tempo: Com a devida licença dos verdadeiros poetas que sabem trabalhar essa espécie de métrica, o mourão.

MENSAGEM

“A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las”.

Santo Agostinho

NOMES PARA FEDERAL

Acompanhando o noticiário político, já desenhando um cenário para 2022, observei a lembrança frequente do nome do vereador mossoroense, Lawrence Amorim (SD), quando se fala nas cadeiras do Rio Grande do Norte entre os deputados federais. Vale citar que Lawrence foi candidato na última eleição e hoje é primeiro suplemente de deputado federal do seu partido, o Solidariedade.

Certamente, nesse momento, sua ideia é cumprir o mandato de vereador em Mossoró, porém é pouco provável que consiga ficar de fora do próximo pleito. Lawrence hoje tem um nome forte no cenário estadual e por isso se torna peça importante na próxima disputa política, principalmente a depender do grau de envolvimento do seu partido com a chapa majoritária. Faz parte do jogo político e ele sabe disso. Certame o presidente do legislativo mossoroense é hoje um nome que constrói uma liderança regional.

ESTRUTURA DO ESTÁDIO NOGUEIRÃO

Como já noticiamos, o estádio Nogueirão em Mossoró voltou a receber jogos oficiais, com o Potiguar que disputa do Campeonato Estadual. A expectativa a partir de agora é com a estrutura do estádio. Depois de um longo período sem receber nenhum investimento mais significativo a expectativa agora é positiva após a municipalização. Acrescento aqui o fato do secretário de esportes ser alguém do ramo e com interesse de mudança, Júnior Xavier.

Claro, ele é da equipe de assessores na condição de secretário, quem abona tudo e diz se será feito ou não é o prefeito Allyson Bezerra que, até o momento, tem acenado positivamente para o nosso estádio. Enfim, a ideia já foi montada e o secretário Júnior quer dotar o Nogueirão de espaços para outras práticas esportivas, além de aproveitar sua parte física para a instalação de lojas e salas que podem ser utilizadas pela própria prefeitura. Vida nova e longa ao Nogueirão.

MUDANDO O DISCURSO

Quem diria, vozes que antes criticavam, isso sem a menor base de coerência, o evento Mossoró Cidade Junina, hoje cobram ações para atender aos artistas e as pessoas que estão perdendo dinheiro no período. Sempre disse que as pessoas deveriam esquecer a parte mesquinha da política e olhar para esse evento como algo necessário para fomentar a economia local. Guardada as devidas proporções, assim como é o desfile do carnaval para a cidade do Rio de Janeiro.

Agora que não é possível promover o Mossoró Cidade Junina por conta da pandemia, observo que pessoas que criticavam hoje defendem que o evento, mesmo que de forma remota, no estilo live, precisa acontecer para possibilitar gerar alguma renda para o artista local. É como diz o ditado, “Dor Ensina a Gemer”. Então, que venha não só o show musical, seria interessante também organizar o espetáculo “Chuva de Bala no País de Mossoró”, tudo via live. Rolando um bom cachê, o artista agradece.

DICA LEGA – MINISTÉRIO PÚBLICO

Nesse espaço, em edições anteriores, abordamos o artigo 133 falando da condição indispensável do advogado na administração da justiça. Hoje a dica legal vai lembrar também de outro seguimento essencial, o Ministério Público. O artigo 127 da nossa Constituição diz: O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.

A missão é nobre e intensa. Assim, resumindo, é reforçar que os membros do Ministério Público, são os responsáveis, perante o Poder Judiciário, pela defesa da ordem jurídica dos interesses da sociedade e pela fiel observação da Constituição (das leis). Isso significa, na importante e nobre missão dos senhores, prover a realização da justiça, a bem da sociedade e em defesa do Estado Democrático de Direito.

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