A CASA DIVIDIDA NÃO SOBREVIVE

O ser humano gosta e quando tem oportunidade complica tudo. Nem mesmo uma situação de calamidade pública, como é o caso da pandemia do novo coronavírus, consegue mudar esse comportamento. Mais uma vez o Brasil foi dividido quando o momento seria de unir forças. É extremamente positivo quando assumimos posições, acreditamos nela e não abrimos mão de sua defesa, porém beira a idiotice quando se gasta toda essa energia em defesa de pessoas e ideologias falidas, que em nada contribuem para regar o bem comum, o favorecimento coletivo.

A guerra contra o avanço do coronavírus, em favor da saúde, só tem um lado. A divergência em torno de uma ou outra forma de combate não pode ser transformada em argumento político contra ou a favor de alguém. E não tem como pensar diferente disso. Assim, lembrando aqui uma frase do ex-governador Aluízio Alves, é bom dizer que “a casa dividida não sobrevive, porque dela deserda o amor e só o amor constrói a esperança”. A esperança no sentido de livrar o mais rápido possível a população brasileira dos efeitos danosos de uma doença que, sequer, se sabe ao certo como combater.

LOTÉRICAS E IGREJAS ESTÃO FORA

A inclusão de casas lotéricas e igrejas no decreto que definia como serviço público essencial não estava de acordo com o entendimento do Ministério Público Federal. E, por entender diferente, o MPF levou o caso para avaliação de um juiz federal que decidiu pela retirada dos dois serviços desta categoria. Entende o Ministério Público Federal que as casas lotéricas e as igrejas promovem aglomeração de pessoas e isso pode facilitar o contagio pelo novo coronavírus. A suspensão foi oficializada na sexta-feira, 27, pela Justiça federal do Rio de Janeiro, 1ª Vara Federal de Duque de Caxias.

Essa decisão prevê a partir de agora a suspensão das atividades religiosas e o funcionamento das lotéricas enquanto durar o período de isolamento social. A decisão da justiça federal em matéria publicada no jornal Diário do Nordeste só não diz quem irá fiscalizar e se é possível negociar horários e forma de atendimento, por exemplo, no caso das cidades nas quais as lotéricas sejam opção única para a realização de alguns serviços. No primeiro momento do isolamento social algumas cidades se anteciparam a essa decisão e fecharam suas lotéricas. Iniciativa de seus proprietários, como é o caso de Mossoró-RN e Icapuí-CE.

BARREIRAS SANITÁRIAS

Nos últimos dias um trabalho que já poderia fazer parte do cotidiano no combate ao novo coronavírus foi iniciado. O bom é que começou. Falo aqui das barreiras sanitárias impostas pelos governos municipais, estaduais e federal. E isso vai de barreiras terrestres até aéreas. A ordem é fechar a porta o máximo possível diminuindo os meios de chegada e entrada da doença. No mesmo dia que o governo federal anunciou barreiras aéreas para voos internacionais, a prefeitura de Mossoró iniciou um trabalho de orientação parando todos os veículos que chegam a cidade.

O mesmo também vem fazendo a prefeitura de Tibau com profissionais da área da saúde realizando bloqueios para avaliar a situação das pessoas que chegam ao município. E é exatamente isso que falei ser necessário no tópico inicial da coluna, união de forças, com cada um fazendo sua parte. Essa é uma travessia que vai exigir o trabalho de todos para que, ao seu final, tenhamos mais vitórias e menos derrotas.

QUESTIONE E BUSQUE A MELHOR INFORMAÇÃO

Infelizmente quando deveríamos nos preocupar apenas com o combate ao vírus que assola a população, existem algumas outras medidas a serem tomadas. Uma delas é o cuidado com as informações que são lançadas pelos diferentes meios de comunicação hoje existentes. Tem muita coisa ruim, aliadas ao coronavírus, gerando problemas para a população. E uma delas é a indústria da notícia mentirosa, com único objetivo de atrapalhar aqueles que trabalham sério.

Isso posto, recomendo, nunca saia curtindo ou repassando informações aparentemente positivas logo no primeiro momento. Pesquise, procure fontes confiáveis para saber se tem algo naquele sentido sendo comentado. Essa é uma barreira necessária, pois vivemos tempos difíceis e a enxurrada de informações que chegam sempre trazem notícias falsas em seu bojo. Como dizem os escoteiros, fiquemos sempre alerta.

OLIMPÍADAS CANCELADAS

A organização do evento resistiu, porém não tinha como sustentar a realização dos Jogos Olímpicos de 2020 e, por pressão até dos atletas, acabou recuando e cancelando o evento que foi transferido para o próximo ano. Vejam os senhores, um evento de tamanha importância para o desporto internacional foi cancelado, imagine os campeonatos estaduais pelo Brasil. Pois lembro aqui que ainda existiam federações querendo manter a competição.

Voltando aos jogos Olímpicos, além da pandemia do Covid-19, tinha outro agravante, a preparação dos atletas e até mesmo a definição de classificação em algumas modalidades. Com a doença presente em todo planeta, vários atletas já haviam iniciado o isolamento social e com isso suspendendo treinamentos e competições. Sem treinar ou competir para garantir vaga no evento, não tem como existir Olimpíada. E assim, pela primeira vez, o evento é cancelado e transferido de um ano para outro. Antes, em período de guerra, era apenas suspensa de forma temporária.

COMO PAGAR ESSA CONTA

Seguindo na linha esportiva do tópico anterior, porém especificando agora a questão do futebol vale perguntar: Quem vai pagar e como pagar essa conta? Com a parada dos campeonatos estaduais e jogadores com contrato em vigor as diretorias dos clubes começam a contar prejuízos. Os grandes clubes já negociam, imagine o que vai acontecer com aquelas equipes de menor porte e, nenhum aporte financeiro capaz de suportar sequer um mês sem arrecadar.

Existe uma pressão para que federações estaduais e a própria Confederação Brasileira de Futebol (CBF) abram seus cofres e, de alguma forma, possam socorrer os clubes. No Rio Grande do Norte, por exemplo, como sobreviverão Potiguar, ASSU, Palmeira, Santa Cruz, Força e Luz? E não quero dizer aqui que ABC e América vivam em berço de ouro, também enfrentarão dificuldades. Terão, por exemplo, de rever planos e projetos de investimento para quando chegar o Campeonato Brasileiro. A situação é extremamente delicada e ninguém sabe quem vai pagar e como pagar essa conta.

MENSAGEM

Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas, depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão e que conduz ao bem e benefício de todos, aceite-o e viva-o. Buda  

NOS BARES DA VIDA

No combate ao Covid-19 algumas medidas extremas foram tomadas e, entre elas, existe a recomendação para o fechamento de bares e restaurantes. Tudo com o propósito de evitar aglomeração de pessoas. Mas em alguns casos os chamados pequenos comerciantes estão encontrando um paliativo para diminuir os prejuízos. Um comércio de espetinho e bebidas, por exemplo, encontrou como opção diminuir o número de mesas que são colocadas uma distante da outra.

Observei essa situação em alguns espetinhos em Natal-RN. É uma saída interessante, desde que não exista determinação para o fechamento total, acho que usar do bom senso nesse momento é o mais correto. O proprietário na verdade abre para que seu cliente possa retirar o produto no local e levar para consumo em sua residência. Ou, se preferir ficar, só aceita a ocupação das três mesas. Repito, se tudo estiver de acordo com os especialistas da área da saúde, não vejo nenhum problema funcionar nas condições citadas.

FABRICAÇÃO CLANDESTINA DE ÁLCOOL EM GEL

Além do vírus a população ainda fica obrigada a se proteger daqueles que insistem em aproveitar a situação e agir fora da lei. Primeiro foram os comerciantes que inflacionaram o preço do produto e agora aparecem as fábricas clandestinas do álcool em gel. É muita gente querendo levar alguma vantagem financeira em cima da desgraça alheia. No primeiro caso, no abuso dos preços cobrados, ainda não tenho notícia de ações concretas para coibir, porém no segundo caso a polícia vai fazendo sua parte quando toma conhecimento.

Foi o que aconteceu na sexta-feira, 27, na cidade potiguar de Currais Novos quando uma fábrica clandestina de álcool em gel foi descoberta no quintal da casa de um professor de química. Através de uma denúncia anônima a polícia civil foi no local e desativou tudo. O responsável agora vai responder processo pelos crimes de falsificação e produção de substâncias terapêuticas ou medicinais sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). E a pena é dura, em caso de condenação. O sujeito pode passar de 10 a 15 anos na prisão. Rapaz, mesmo com a queixa pela falta de reconhecimento, o melhor seria continuar como professor ministrando as aulas de química. E agora, qual será a fórmula para se livrar do problemão?

MORTE POR DEPRESSÃO

Quando tudo isso passar, e vai passar pela vontade de Jesus Cristo, teremos o registro de muitas mortes ou no mínimo, recolhimento de doentes por depressão. Este será o destino dos produtores e disseminadores de notícias ruins, Pelo amor de Deus, tem gente que se alimenta dessa missão, propagar notícias ruins. São pessoas que se alimentam de um ambiente puramente negativo, não traz nada de bom e positivo em sua áurea.

Quando o ambiente for de paz e boas notícias, não tenho dúvidas, essa turma vai cair em depressão e seria melhor não retornar mais. Mas, como ainda resta esperança, vamos torcer e até sugerir que mudem de comportamento e salvem-se. Tudo isso vai passar e se não encontrar outro meio de destilar sua negatividade, olha o aviso, vai cair em profunda depressão. Reage alma sebosa.

DIREITOS TRABALHISTAS PRESERVADOS

Até o fechamento da coluna não existia nenhuma medida no sentido de suspender direitos trabalhistas. Sendo assim, desde que não seja por justa causa, o trabalhador demitido nesse período de crise gerada pelo coronavírus, terá direito e acesso ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e se trabalhou com carteira assinada pelo menos um ano, poderá requerer o segundo desemprego. Sempre lembrando que o empregador, no caso de querer demitir, terá que assumir todas as despesas, quais sejam, os custos trabalhistas e pagar a rescisão. Até aqui, nada mudou.

A lembrança aqui não é nenhuma caça às bruxas, apenas um lembrete para que ninguém pense em sair demitindo sem pensar nas consequências legais. Devemos sim reconhecer a situação de momento torcer  e cobrar dos governantes possam propor alternativas que mantenham o emprego e garantam também que o empregador não perdera seu investimento, algo que mantenha sua empresa em condições de permanecer existindo durante e após o período da crise. Essa deve ser a luta de todos, empregados e empregadores.

 

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