Senhoras e senhores,
Somos escritoras, poetas, artistas. Portanto, temos compromisso com a humanidade, para ensinar o povo a pensar, a refletir, a agir conscientemente; pois detemos, para tanto, com as graças de Deus, a grande e imponente arma – a Palavra – a palavra escrita, falada, cantada e postada no bronze, na madeira, no barro, na tela.
Dai porque uma Academia deve fomentar em seu reduto a expressão de uma cultura voltada para o aprimoramento do saber, da palavra enquanto Arte. E para o cumprimento dessa missão devemos estar, sempre, produzindo para difundirmos o conhecimento, gerarmos novas percepções e olhares mais acolhedores, com vistas ao caminhar, ao desenvolvimento da sociedade.
Conduzidas por esses objetivos aqui estamos, festivamente, lançando a revista nº 5, denominada AFLAM em REVISTA.
Senhoras e senhores, nesse periódico formado por 112 páginas, contamos com a participação de 20 Aflamnenses, divulgando suas produções.
E, com relação aos seus trabalhos postados, em número de 41, afirmamos que são merecedoras de aplausos e fortes elogios, pela riqueza do conteúdo expresso, voltados para:
A homenagem da Acadêmica Maria Freire, os contos, poemas, palestras, discursos, elogios às patronas, peças, voltadas para o artesanato, a composição musical dedicada a Mossoró-RN, a pintura etc.
No tocante a homenagem da AFLAM, prestada a confreira Maria Freire, nos deparamos, de início, com sua figura estampada na primeira e na segunda capa dessa Revista e, mais a frente, nas páginas 8 e 18, pela artista plástica, escultora e confreira Nôra Aires.
No capitulo SEMEANDO ARTES COM A DAMA DAS CORES, atinente a homenagem propriamente dita, encontra-se relatada a trajetória de vida da Maria Freire, a sua entrevista, os depoimentos prestados pelas ex-presidentes da AFLAM, a autobiografia da homenageada, nas quais são visível e indiscutivelmente comprovadas as qualidades edificantes desse ser humano, atinentes a sua vida como filha, esposa, mãe, profissional, escritora, artista plástica, como Aflameana, cidadã e cristã.
Com relação as PALESTRAS foram incluídas quatro, das quais as três primeiras, abaixo registradas, foram realizadas via live, obedecendo os temas pré definidos: A primeira, CONTRIBUIÇÃO DAS MULHERES ACADÊMICAS AO DESENVOLVIMENTO DA SOCIEDADE. Fixando-se neste tema, a palestrante pois em evidência as lutas, as dificuldades enfrentadas por determinadas mulheres, no tocante ao ingresso nas Academias: ACL, ANL, ABL, bem como suas vitórias e inúmeros feitos em nível nacional e internacional, realizados ao ingressarem nessas instituições.
Finalizando, a palestrante pois em destaque o trabalho da idealizadora e fundadora da AFLAM, Fátima Castro, agradecendo-a e torcendo pela continuidade das ações conjugadas, em prol da busca do pleno desenvolvimento da AFLAM e da sociedade.
A segunda palestra – SECULAR LUTA DA MULHER PELA CONQUISTA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS – a conferencista, com tamanha segurança iniciou sua fala com a máxima de Mary Wollstonecraft: “Nem tiranas nem escravas, o que queremos é ser cidadãs”. Com propriedade se ateve a história que colocou a mulher a margem da sociedade, enclausurada no lar, submissa ao homem castrador.
Por outro lado, falou com fervor, da retomada da mulher no mundo inteiro, em busca da igualdade em todos os âmbitos da vida, expressando confiança, se voltando para a conquista dos direitos fundamentais, ao afirmar: “A mulher em qualquer área da vida humana é revestida pela coragem, pelo querer ser, pela pertença do direito”.
A terceira palestra – SUBJETIVIDADE E COMUNICAÇÃO EM TEMPO DE PANDEMIA, a conferencista se ateve ao estudo dos problemas que nos aflige no momento, a covid – o isolamento social e suas consequências, e nos ofereceu elementos para a reflexão sobre a vida, o outro, a dor, o sentir, a coletividade, para passarmos a ver o mundo com inteireza, enfrentá-lo, definirmos metas e com fé obtermos vitórias.
Sobre os ELOGIOS DAS PATRONAS, recomendamos a leitura das biografias, contidas nesta Revista, sobre Tarcilla do Amaral, patrona da cadeira 14, e o de Myryam Coeli Patrona da cadeira 08, trabalhos realizados anteriormente, destinados a consagração da imortalidade das acadêmicas Maria Freire da Costa e a Izaíra Thalita, ocupantes das respectivas cadeiras.
Três discursos foram incluídos nesse periódico:
ORAÇÃO ÁS NOVAS IMORTAIS MARIA FREIRE DA COSTA E IZAIRA THALITA, apresentada pela acadêmica Symara Tâmara, contendo informações importantes a respeito dessas significativas acadêmicas, integrantes da AFLAM.
Os outros discursos: POSSE DA DIRETORIA DA AFLAM – BIÊNIO 2020-2022, pronunciado pela Presidente de Honra da AFLAM, e POSSE DA PRESIDENTE DA AFLAM – BIÊNIO 2020/2022, proferido pela Presidente eleita, merecem ser apreciados, no seu todo, tendo em vista o seu contributo para a atuação das confreiras e o pleno desenvolvimento da AFLAM.
No capítulo OUTROS TEXTOS, o primeiro, intitulado “Carta a uma Acadêmica”, de forma direta ele nos instiga a reflexão sobre nossa responsabilidade, e o cumprimento dos nossos deveres como membro da AFLAM.
Os outros três trabalhos, por se voltarem para a valorização da Educação, das Artes, da atuação das mulheres frente o mundo, a sociedade, a política, a vida, devem, dado sua preciosidade, ser lidos, e devidamente analisados.
Ressaltamos ainda, com merecidos destaques, os poemas, contidos no capitulo AFLAM EM POESIA cujos conteúdos devidamente associados aos temas, esplendem em beleza, em suntuosidade.
Com relação a música, estão publicados nesta Revista as belas, emocionantes e simbólicas canções, de duas Aflamnenses: Simara Tâmara que obteve segundo lugar junto a Prefeitura de Mossoró do concurso “Declare seu amor por Mossoró”, da canção MAIS QUE CIDADE, MOSSORÓ É PAIS. Gisele Ferreira Lima que conquistou a aprovação (letra e musica), em terceiro lugar do concurso “Declare seu amor por Mossoró”, realizado pela prefeitura de Mossoró, no atinente à canção LAÇO DE AMOR.
Sobre as ARTES VISUAIS, 16 telas (óleo sobre tela e acrílico) foram apresentadas, voltadas para o misticismo, a natureza, o cangaço etc, exercendo um certo encanto, conduzindo o observador a apreciação, movido pela beleza e emoção que o invade.
No CANTINHO DO ARTESANATO, para espelhar a simplicidade e a beleza, encontra-se garrafa, prato e jarro de ovo de avestruz decorados, para atrair os olhares de quem valoriza esse precioso tipo de arte.
Por fim vem a iconografia das capas das 4 ultimas Revistas editadas, em 2011, 2012, 2013 e 2020.
Para fechar a Revista, na 3ª Capa foi postada uma foto contendo um número significativo de Aflamneanas e, na 4ª capa o símbolo – a logomarca da AFLAM.
Tudo isso nos alegra e eu, Socorro Cavalcanti, feliz estou por ter voltado a assumir a editoração dessa Revista (pois as 3 primeiras foram editadas sob minha responsabilidade) e, desta feita ao lado da diligente Presidente Taniama Barreto que persistiu no convite, levando-me, inclusive, a permanecer em Mossoró pelo tempo indispensável a conclusão do “miolo”, e da revisão dos 1º e 2º bonecos da Revista.
Cumpre-nos, pois agradecer a todas Aflamnense que cooperaram para a consecução dessa importantíssima obra literária que retrata o interesse em cumprir a nossa maior missão, ou seja: produzir para difundirmos o conhecimento, gerarmos novas percepções e olhares mais acolhedores, com vistas ao que mais desejamos: o progresso da AFLAM, o desenvolvimento do ser humano, e consequentemente da sociedade, notadamente a Mossorroense.
Que Deus a todos nos ajude para trilharmos o caminho certeiro.
Obrigada, senhores e senhoras.
Socorro Cavalcanti é Mossoroense, radicada em Fortaleza-CE; professora universitária aposentada; pesquisadora; palestrante; escritora com 10 livros publicados, 4 lançados em Lisboa, 2 em Paris; sócia de 30 Entidades Literárias, 6 sediadas no exterior; Presidente de Honra da Academia Feminina de Letras e Artes Mossoroense; editora chefe das Revistas da Academia Feminina de Letras do Ceará, do Centro Cultural do Ceará e da Academia Feminina de Letras e Artes Mossoroense; tem textos publicados em 28 Revistas e Jornais; coautora de 44 coletâneas (14 internacionais, 6 bilíngue) e organizou 05, sendo uma bilíngue, CEARÁ EN SCÈNE, lançada em Paris; conquistou 15 troféus; 09 medalhas; sendo 01 de ouro atinente ao 1º lugar do VII Concurso Literatura da Natureza; recebeu 28 menções honrosas; placas da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará e do Rio Grande do Norte; foi Vice-Diretora da Faculdade de Serviço Social de Mossoró, por dois mandatos; homenageada pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte, com o seu nome na Sala da Pró-Reitoria de Extensão e recebeu Medalha Mérito Universitário da Faculdade de Serviço Social de Mossoró-RN.
