Pacientes atendidos pelo Prosus, serviço da rede pública de saúde de Natal responsável pela distribuição de medicamentos específicos, denunciam a falta de insulina de ação prolongada desde o início de 2026. As informações são do G1.
Segundo os relatos, o problema afeta principalmente a insulina do tipo Glargina, utilizada no controle diário da diabetes. Sem o medicamento, pacientes afirmam que têm precisado comprar o produto com recursos próprios.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Natal informou que realizou processo de aquisição da insulina, mas a empresa vencedora da licitação desistiu do fornecimento. Com isso, o município ficou sem ata de registro de preço, o que dificultou a distribuição do medicamento.
A pasta informou ainda que abriu um novo processo licitatório para regularizar o abastecimento e que os trâmites estão em fase final.
De acordo com os pacientes, o desabastecimento é recorrente. O aposentado Ozaías Carapuça afirmou que, no ano passado, a insulina ficou disponível apenas entre outubro e novembro.
“Este ano nós estamos com falta dela novamente. Já são quase cinco meses sem a insulina de ação prolongada, que é essencial para controlar a glicemia ao longo do dia”, disse.
Em março deste ano, o Ministério Público do Rio Grande do Norte realizou fiscalização no Departamento de Assistência Farmacêutica da Secretaria Municipal de Saúde e identificou falta de medicamentos básicos, incluindo a insulina de ação prolongada.
Após a vistoria, o MP deu prazo de 15 dias para que a prefeitura apresentasse medidas administrativas e um plano de ação para normalizar o abastecimento. Até esta quarta-feira (27), segundo os pacientes, o problema continuava.
