Bombeiros

RN registra 5 casos de afogamento em uma semana

O Rio Grande do Norte teve pelo menos cinco ocorrências relacionadas a afogamento nesta última semana. Os dados foram confirmados nesta quinta-feira (16) pelo Corpo de Bombeiros à Inter TV.

Em um dos casos, na terça-feira (14), na praia da Redinha, um homem chegou a ser socorrido pelos guarda-vidas, mas não resistiu e morreu.

Os afogamentos aconteceram, principalmente, em Natal: nas praias de Miami, dos Artistas, Ponta Negra e na Redinha. O outro caso foi registrado na Praia do Amor, em Pipa, no Litoral Sul.

O aumento de ocorrências de afogamento nesse período está associado ao período de chuva na região Nordeste.

“A gente consegue ver que não é focado numa praia só. Mas todo nosso litoral é atingido por essas chuvas e aumentam esses riscos nas praias. Então, a gente sempre pede para o pessoal se atentar. Se você não conhece aquela praia, procura um guarda-vidas e pergunta qual o melhor local para entrar na água”, explicou o tenente Vidal, do Corpo de Bombeiros.

Outro caso aconteceu na quarta-feira (15), quando foi preciso o uso da embarcação de salvamento para o resgate de um casal que estava sendo arrastado por uma corrente de retorno na Praia dos Artistas.

Segundo os bombeiros, o homem estava com a água na altura da cintura e segurava a companheira, ambos com dificuldades para sair da área de risco.

Evitar áreas de risco e pedir orientações

O Corpo de Bombeiros reforçou que as correntes de retorno representam um dos maiores riscos aos banhistas e podem arrastar rapidamente mesmo pessoas com habilidade de natação.

A orientação é sempre respeitar a sinalização, evitar áreas não supervisionadas e seguir as instruções dos guarda-vidas.

“Geralmente as nossas bandeiras vermelhas vão indicar que, em frente a elas, existe uma corrente de retorno. Então sempre que alguém sentir que está sendo puxado para alto-mar, a gente sempre orienta as pessoas a manterem a calma. Você se deixa ser arrastado por um tempo, se mantendo sempre na superfície da água e, após esse arrastamento, você nada lateralmente”, explicou o tenente Vidal.

“O que acontece geralmente? As pessoas se desesperam porque estão sendo arrastadas para o mar e acabam querendo sair pelo mesmo ponto que entraram e acabam nadando contra a corrente. E a gente não consegue”, completou.

g1 RN

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